Em um pronunciamento considerado histórico neste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou oficialmente a captura de Nicolás Maduro e apresentou os próximos passos da estratégia norte-americana para a estabilização política, militar e institucional da Venezuela. Em tom firme, Trump declarou que as tropas americanas continuarão em solo venezuelano pelo tempo que for necessário, até que o país realize eleições consideradas livres, justas e seguras.
Segundo o presidente, a presença militar dos Estados Unidos tem como principal objetivo garantir que a transição democrática ocorra sem interferências, ameaças internas ou tentativas de retomada do poder por grupos ligados ao antigo regime. “Não sairemos até que o povo venezuelano tenha eleições livres, justas e seguras. A tirania terminou, mas a ordem precisa ser restaurada”, afirmou Trump, sob aplausos de aliados presentes no pronunciamento.
Durante o discurso, Trump também fez uma advertência direta a possíveis focos de resistência armada ou articulações de contra-golpe. Ele destacou o poderio militar mobilizado pelos Estados Unidos e afirmou que o país está preparado para responder de forma ainda mais contundente caso haja qualquer tentativa de desestabilização. De acordo com o presidente, a estratégia adotada segue o princípio da dissuasão, com o objetivo de evitar um cenário de guerra civil prolongada após a queda da cúpula chavista.
Outro ponto de destaque na fala foi o impacto humanitário da mudança de regime. Trump demonstrou otimismo quanto ao fim da crise migratória venezuelana, que provocou o deslocamento de milhões de pessoas para outros países da América Latina e para os Estados Unidos. Segundo ele, a expectativa é que, com a retomada da democracia e da estabilidade econômica, grande parte da diáspora venezuelana possa retornar ao país de origem nos próximos anos.
O presidente também dedicou parte significativa do discurso à questão econômica, especialmente ao setor energético. Trump criticou duramente a gestão da PDVSA durante o governo Maduro e afirmou que o petróleo venezuelano foi utilizado para financiar ditaduras e esquemas criminosos. Para ele, o envolvimento direto dos Estados Unidos na proteção e reorganização do setor é essencial para garantir que os recursos naturais do país sejam utilizados na reconstrução nacional e não em atividades ilícitas.
Ao justificar a intervenção militar, Trump voltou a acusar Maduro de envolvimento direto com o narcotráfico internacional. Ele reiterou que o ex-presidente liderava o chamado “Cartel de los Soles”, organização criminosa composta por militares de alta patente, e responsabilizou o regime pela entrada de drogas nos Estados Unidos, o que, segundo ele, resultou na morte de inúmeros cidadãos americanos. Para a Casa Branca, a captura de Maduro representa não apenas uma mudança política, mas o encerramento de uma operação de combate ao narcoterrorismo considerada estratégica para a segurança nacional dos EUA.
Com a permanência das tropas e a promessa de eleições, o governo americano sinaliza que pretende exercer papel central no processo de transição venezuelano, influenciando diretamente o futuro político, econômico e institucional do país nos próximos anos.