O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) decidiu impor multas de R$ 68 mil a ex-secretários estaduais de Saúde, Simone Papaiz e Marcellus Campêlo, devido a irregularidades em contratos e gestão durante a pandemia de Covid-19.
Irregularidades na Gestão da Saúde
As penalizações são resultado de uma inspeção extraordinária que apontou falhas significativas na gestão pública da saúde entre 2020 e 2021. O TCE-AM identificou problemas na execução de contratos e na fiscalização, especialmente no Hospital de Retaguarda Nilton Lins, que esteve sob a gestão dos ex-secretários.
Investigação de Contratos Controversos
A investigação começou após representação do deputado estadual Wilker Barreto e revelou possíveis ilegalidades na condução da unidade. O tribunal imputou responsabilidade a ambos os ex-secretários, que ocuparam o cargo em momentos distintos. Outro tema crucial foi a compra irregular de 28 ventiladores pulmonares, que violou princípios da administração pública. Neste caso, apenas Simone Papaiz foi responsabilizada.
Reação dos Ex-Gestores
Campêlo contestou a decisão, alegando que não realizou compras de respiradores durante sua gestão e argumentando que as ações referentes ao Hospital Nilton Lins estavam dentro da legalidade. Ele confirmou que recorrerá da decisão do TCE-AM. A atual gestão da SES-AM ainda não foi notificada, mas enfatizou o foco em salvar vidas durante a pandemia.