A construção da Casa da Mulher Brasileira em Manaus era prometida como uma solução inovadora para acolher e proteger mulheres vítimas de violência, mas, em 2026, se tornou um símbolo de abandono e descaso. Localizada na Rua Major Isidoro, o projeto, que deveria ser uma estrutura moderna e funcional, encontra-se paralisado, com apenas 16,40% de execução, deixando muitas questionamentos no ar sobre a gestão das verbas destinadas para a obra.
Investimento Público e Transparência
Com um orçamento total de R$ 17,5 milhões, sendo R$ 12,4 milhões apenas para a construção, a origem do recurso se torna um ponto crítico. Dos R$ 10 milhões destinados às emendas de bancada federal, surge a pergunta: onde está esse dinheiro? A falta de transparência e responsabilidade na gestão pública é alarmante e leva a sociedade a exigir respostas.
Impacto Social da Paralisação
A falta de conclusão da Casa da Mulher Brasileira impacta diretamente mulheres em situação de vulnerabilidade. Este espaço foi planejado para ser um ponto de apoio completo, oferecendo serviços essenciais que vão além da construção física, incluindo acolhimento, triagem psicossocial e apoio jurídico. A ausência dessa estrutura compromete o suporte necessário para que vítimas de violência possam romper o ciclo de abusos.
A Necessidade de Ação Imediata
O silêncio das autoridades governamentais diante do abandono da obra é inaceitável. A Casa da Mulher Brasileira deveria ser um símbolo de esperança, mas ao invés disso, se tornou um retrato do desleixo e da ineficiência administrativa. O apelo é claro: é preciso que órgãos de controle como o Ministério Público Federal (MPF) intervenham e exijam explicações efetivas sucintamente. O bem-estar e a segurança das mulheres no Amazonas não podem ser ignorados.