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Sargento Salazar chama aliados de Roberto Cidade de “facção”

Sargento Salazar chama aliados de Roberto Cidade de "facção"

Manaus – O clima esquentou de vez na política amazonense, com grandes repercussões após o embate direto entre o vereador Sargento Salazar e o governador Roberto Cidade. O vereador, em sua tréplica na tribuna, fez alucinações a um esdrúxulo caso de tentativa de suborno que envolve a sua ex-esposa, o que coloca em evidência não só as manobras políticas como também a integridade moral dos envolvidos. Essa situação acirrou a disputa e promete desdobramentos substanciais.

Três atos recentes marcaram o conflito crescente em torno desse caso:

  • A Denúncia Inicial: Salazar revelou publicamente que pessoas ligadas ao governo tentaram “comprar” a mãe de seu filho para forjar um escândalo.

  • A Defesa: O governador Roberto Cidade respondeu às acusações alegando que não tinha qualquer relação com o caso e que, se alguém agiu em seu nome, o fez de forma “equivocada” e contra a sua vontade.

  • A Tréplica e a Prova: Não satisfeito com a justificativa, Salazar retornou à tribuna apresentando o que chamou de “prova definitiva”: um áudio expondo a negociação.

O Áudio e o Envolvimento da Casa Militar

Durante seu pronunciamento, Salazar reproduziu o trecho de uma ligação telefônica entre sua ex-esposa e uma mulher, identificada como a ex-tenente Aderlene, que atuava como intermediária da proposta. Na gravação, a mulher confirma que foi procurada para um acordo sujo.

Ela cita diretamente o nome do Major Eduardo Reis, lotado na Casa Militar, como o responsável por tentar intermediar a situação junto ao governador em troca de prejudicar Salazar. A ex-esposa demonstra indignação no áudio, classificando a atitude como “um jogo muito sujo” e questionando a moralidade de envolver a família na disputa política.

A intermediária, por sua vez, tenta justificar a ação dizendo que a abordagem era para ser algo confidencial e que o Major estaria “agindo de boa fé” para oferecer uma oportunidade financeira a ela.

Ultimato e Promessa de Retaliação

Com o áudio exposto, o vereador Sargento Salazar subiu o tom contra Roberto Cidade, rejeitando a tese de que o episódio foi um mero equívoco de terceiros. “Isso não foi um equívoco, isso foi um crime”, declarou o parlamentar, chamando o grupo envolvido de “facção”.

O vereador fez exigências claras e deixou recados para outros atores políticos do estado:

  • Exoneração Imediata: Salazar cobrou publicamente que o governador exonere o Major Eduardo Reis e os demais envolvidos na trama lotados na Casa Militar.

  • Aviso aos Colegas: Mandou um recado direto ao deputado Diego Afonso, que aparentemente havia questionado a situação anteriormente, aconselhando-o a “não comprar uma briga que não é sua”.

  • Limites Familiares: Refutou a acusação de que teria atacado a família de Cidade e revelou que já recusou propostas financeiras para atacar a família do atual prefeito de Manaus, David Almeida. “Família é algo sagrado. Todas as vezes que eu cobrei alguma coisa do David e do Renato, foi na gestão, foi no buraco, no problema da cidade”, pontuou.

Finalizando o discurso, Salazar prometeu acionar o seu “modo turbo” na fiscalização e oposição contra o governo estadual, afirmando ter notado o “desespero” do governador. O embate promete gerar fortes desdobramentos nos bastidores da segurança pública e do Executivo amazonense nos próximos dias.

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