A Operação Sine Consensu da Polícia Federal, realizada em 6 de outubro de 2024, está trazendo à tona as irregularidades na gestão da Amazonprev, crucial para a aposentadoria dos servidores do Amazonas. Este escândalo, que envolve cerca de R$ 390 milhões, levanta questões sobre a responsabilidade da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) em fiscalizar a aplicação desses recursos.
Irregularidades nas Aplicações da Amazonprev
A investigação aponta que a Amazonprev aplicou recursos do fundo previdenciário em Letras Financeiras de bancos privados, como o Banco Master, violando normas de governança. As suspeitas indicam que as aplicações ocorreram entre junho e setembro de 2024, com evidências de movimentações financeiras irregulares e procedimentos internos questionáveis.
A Calada da ALEAM e a posição de Roberto Cidade
A ausência de uma resposta contundente por parte da ALEAM gera desconforto. O presidente Roberto Cidade, que deveria liderar a fiscalização do governo, está sendo criticado por sua postura de defesa do governador Wilson Lima, ao invés de confrontar as alegações. Com a Polícia Federal avançando nas investigações, a Assembleia se mantém em silêncio, deixando a sociedade sem esclarecimentos.
Silêncio Político e Estratégias Partidárias
O importante apoio do PL-AM, conhecido por seu discurso ativo em questões que geram capital político, também silenciou neste caso. Com personagens destacados, como Alfredo Nascimento e outros, não houve cobranças públicas, o que desperta curiosidade sobre a influência partidária na gestão da Amazonprev. O ex-tesoureiro Ary Renato Vasconcelos foi substituído em 2025 por Evilázio Nascimento, irmão de Alfredo Nascimento, o que levanta suspeitas sobre as reais motivações para esta troca.
A sociedade aguarda respostas claras sobre a gestão dos recursos da Amazonprev e a responsabilidade de cada setor político envolvido neste cenário conturbado.
Veja: