A recente crise no transporte coletivo em Manaus gerou preocupações e debates intensos entre a população e os candidatos que se preparam para as eleições de 2026. A greve dos rodoviários, que surpreendeu muitos trabalhadores, foi atribuída diretamente à falta de cumprimento de acordos financeiros pelo Governo do Estado do Amazonas. David Almeida, ex-prefeito e atual candidato a governador, não poupou críticas à administração do estado, classificando-a como um obstáculo ao funcionamento da cidade.
A crise do transporte coletivo em Manaus
De acordo com Almeida, a paralisação foi provocada pela quebra de um convênio relacionado ao Passe Livre Estudantil, um benefício essencial para mais de 100 mil alunos. “O governo honrou os repasses em 2022 e 2023, mas em 2024 deixou de cumprir e entrou com ações judiciais”, explicou. Enquanto isso, a Prefeitura de Manaus segue investindo quase R$ 40 milhões mensalmente para garantir o funcionamento do sistema de transporte.
Essas declarações ressaltam um ponto crucial: o Governo do Estado não apenas falha em cumprir seus acordos, mas isso também tem impactos diretos na vida dos cidadãos. A falta de repasses compromete não só a categoria dos rodoviários, mas afeta todos que dependem do transporte público.
Impactos nas categorias essenciais
O candidato aproveitou para traçar um cenário mais amplo da administração estadual, destacando outras áreas que enfrentam dificuldades similares. “O governo que já não paga os médicos, atrasa a data-base da polícia e da educação, e ainda não honra os salários dos trabalhadores do setor de saúde, agora também causa problemas para o transporte público”. Essas declarações enfatizam a necessidade urgente de uma gestão responsável e eficaz.
A crise da saúde e segurança pública, segundo Almeida, é um reflexo direto da falta de compromisso do governo com suas obrigações. Os trabalhadores do sistema viário, motoristas e cobradores, merecem ser valorizados, e sua luta por salários justos é totalmente compreensível, especialmente considerando a continuidade do serviço prestado. “Os trabalhadores mantêm a operação, transportando estudantes e cidadãos, e têm o direito de receber pelo seu trabalho”, afirmou o candidato.
A proposta de um passe livre permanente
Com a problemática em evidência, David Almeida propõe uma solução que possa mitigar as crises futuras e proteger os direitos dos estudantes e trabalhadores. Sua ideia é garantir que o Passe Livre Estudantil seja uma lei permanente. Ele destaca que, durante seu mandato como prefeito, enviou um projeto à Câmara que institucionalizou essa obrigação, garantindo o cumprimento por futuros prefeitos.
A inspiração para replicar esse modelo no Estado surge da necessidade de evitar que as crises políticas afetem a população. A proposta de Almeida, caso eleito, é enviar à Assembleia Legislativa um projeto de lei que torne o Passe Livre Estudantil Estadual uma obrigação contínua, independentemente de quem esteja na cadeira de governador. “Uma das minhas primeiras ações será assegurar que o passe está garantido para todos os estudantes, independentemente de mudanças no governo”, assegurou.
Esse compromisso, se concretizado, pode mudar a dinâmica do transporte coletivo em Manaus e garantir mais justiça e dignidade para os estudantes, que não devem ser punidos pelas ineficiências administrativas.
Enquanto isso, a população continua apreensiva. A falta de compromisso do Governo do Estado não atinge apenas as categorias envolvidas, mas sim o cidadão comum, o comerciário, e todos aqueles que dependem do transporte público para suas rotinas diárias. Neste contexto, o desafio para os candidatos é claro: apresentar propostas eficazes e viáveis que garantam uma gestão pública que respeite os direitos dos trabalhadores e atenda às necessidades da população.

