A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) está movimentando os bastidores políticos após a eleição de Omar Aziz (PSD) para o Governo do Amazonas. Com a nova legislatura se aproximando, deputados estaduais já estão articulando alianças para definir quem irá comandar a Aleam a partir de fevereiro de 2027. Entre os nomes em destaque nas conversas estão Rozenha e Wilker Barreto, ambos do PSD, além de Adjuto Afonso, do União Brasil e atual presidente da Casa. No entanto, ainda não há nada decidido nas articulações atuais.
Aleam e as novas negociações políticas
A vitória de Omar Aziz inaugurou uma nova fase nas negociações políticas dentro da Assembleia. Nesse novo cenário, deputados do PSD estão se tornando figuras centrais nas discussões sobre a formação da nova Mesa Diretora. Rozenha se destaca devido à sua proximidade com o grupo político do governador eleito. Em contrapartida, Wilker Barreto traz diversos anos de experiência legislativa, tendo presidido a Câmara Municipal de Manaus por dois mandatos entre 2015 e 2018. A escolha do próximo presidente dependerá, fundamentalmente, dos votos dos deputados estaduais e da mobilização para formar uma maioria parlamentar.
Possíveis candidatos à presidência da Aleam
Rozenha e Wilker Barreto não só são candidatos em potencial, como também estiveram envolvidos em movimentos de oposição à eleição suplementar de Adjuto Afonso, que ocorreu em julho. Durante essa votação, Rozenha e Wilker foram parte de um grupo de cinco parlamentares que votaram contra a chapa única proposta para a presidência. Além disso, lideranças do PSD manifestaram divergências sobre o processo de sucessão na Casa Legislativa. As discussões sobre a nova Mesa Diretora começaram antes mesmo do término do segundo turno estadual, evidenciando a urgência e a importância desse debate.
Desafios para Adjuto Afonso e o orçamento da Aleam
Por sua vez, Adjuto Afonso (União Brasil) se mostra decidido a buscar a permanência no comando da Assembleia. O parlamentar assumiu a presidência da Aleam após a saída de Roberto Cidade para o Governo do Amazonas. Em 15 de julho de 2026, Adjuto obteve 19 votos a favor e cinco contrários em uma eleição suplementar, consolidando sua posição até 31 de janeiro de 2027. Sua experiência parlamentar e habilidades de interlocução entre diferentes grupos políticos poderão influenciar as negociações futuras, embora não garantam apoio suficiente para um novo mandato.
Outro ponto que torna a presidência da Aleam uma posição almejada são suas atribuições administrativas e institucionais. O presidente é responsável por conduzir as sessões, representar a Assembleia e organizar os trabalhos legislativos. A Mesa Diretora, composta por diretores e o presidente, também desempenha funções cruciais relacionadas à administração e funcionamento do Legislativo. Para 2026, a Lei Orçamentária Anual prevê um orçamento superior a R$ 736 milhões para a Aleam, um aumento em relação ao ano anterior, o que destaca ainda mais a importância da presidência na gestão dos recursos e atividades da Casa.
A disputa pela presidência da Aleam deverá intensificar-se à medida que os parlamentares continuam a negociar a composição da próxima Mesa Diretora. Além de Rozenha, Wilker Barreto e Adjuto Afonso, outros nomes como Thiago Abrahim (MDB) e Débora Menezes (PL) já foram mencionados nas articulações. Entretanto, a menção a outros parlamentares não implica que suas candidaturas estão garantidas. A eleição interna será determinante para definir quem comandará a Assembleia durante o período que se inicia em fevereiro de 2027, seguindo as regras regimentais estabelecidas. Acompanhe novidades e atualizações sobre a política amazonense no Portal e TV CM7 Brasil.

