Promete convocação, mas não resolve: Roberto Cidade é cobrado

Promete convocação, mas não resolve: Roberto Cidade é cobrado

A presença do governador Roberto Cidade (União Brasil) na sede da Rede Amazônica, em Manaus, nesta quarta-feira (16), atraiu um protesto significativo de candidatos aprovados no concurso da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). Cerca de 100 manifestantes se concentraram do lado de fora da emissora para reivindicar a convocação de aproximadamente mil candidatos enquanto o governador participava de uma entrevista. A frustração foi evidente, pois o encontro com o governador não se concretizou.

Enquanto os manifestantes esperavam para se pronunciar, Cidade deixou a emissora sem atender às suas demandas. Sob forte pressão, os aprovados, munidos de faixas e palavras de ordem, clamaram por uma definição em relação ao concurso. Muitos já concluíram as etapas do processo e agora aguardam ansiosamente pelo curso de formação que os habilitará para a atuação na PM.

“A incerteza sobre a convocação tem gerado um ambiente de inquietação para os aprovados”, afirmou Paulo Machida, um dos representantes do grupo. Ele destacou que já foram feitas diversas tentativas de obter respostas junto aos setores responsáveis do governo.

“Não queremos mais palavras; queremos ações concretas. É hora de convocar os últimos mil”, declarou Machida, expressando a exasperação dos candidatos diante da falta de informações. Os manifestantes fixaram o dia 15 de setembro como um prazo limite para que o governo apresentasse uma data para uma reunião com o governador sobre a situação dos aprovados. Contudo, nesta quarta-feira, foram informados de que a reunião foi remarcada para 22 de setembro.

Atrasos e expectativas frustradas

Machida mencionou que os aprovados já participaram de reuniões com diversos setores do governo, incluindo a Secretaria de Segurança Pública e a Casa Civil. Contudo, mesmo com a realização dessas conversas, a convocação permanece incerta, o que leva os candidatos a questionarem a efetividade das discussões até o momento.

A expectativa para a reunião agendada para 22 de setembro é alta. Os aprovados esperam que a conversa com o governador traga finalmente a tão esperada definição sobre a convocação, levando em consideração que o cenário atual é de angústia e impaciência por parte dos candidatos que passaram pelo processo seletivo. Para eles, a falta de comunicação do governo é uma questão séria que precisa ser corrigida.

Mobilização contínua

Este protesto não é um caso isolado. A pressão dos candidatos da PMAM faz parte de uma mobilização mais ampla de aprovados em concursos da segurança pública no estado do Amazonas. No final de agosto, foram realizadas manifestações semelhantes por candidatos da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e do Detran-AM, que se reuniram em protesto em frente ao Governo do Estado, clamando por uma resposta sobre seus processos de convocação.

Em setembro, o governo do Amazonas se manifestou, dizendo que estava avaliando novas convocações e até mencionou a possibilidade de um novo concurso para a PMAM em 2027. Contudo, os aprovados do concurso atual continuam a pressionar por respostas imediatas, destacando que um novo concurso seria uma solução a longo prazo, insuficiente para atender a urgência de sua convocação.

A expectativa é que a reunião marcada para o dia 22 de setembro possa ser um divisor de águas para os manifestantes. Todos aguardam ansiosos por um posicionamento concreto que possa dar fim à incerteza que paira sobre seus futuros profissionais na Polícia Militar do Amazonas.

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