Pesquisas de dezembro colocam Lula na dianteira da disputa presidencial de 2026 em diferentes cenários

Pesquisas eleitorais realizadas em dezembro indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança na corrida presidencial de 2026, aparecendo à frente dos principais nomes cotados para disputar o Palácio do Planalto. Os números revelam um cenário favorável ao atual chefe do Executivo, mesmo diante da fragmentação do campo oposicionista e do elevado índice de eleitores indecisos ou que optam por votos brancos e nulos.

No primeiro cenário estimulado, Lula aparece com 38% das intenções de voto, abrindo ampla vantagem sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que soma 17%. Na sequência, surgem o governador do Paraná, Ratinho Junior, com 9%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, com 5%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, com 3%. Nesse cenário, os votos brancos e nulos alcançam 19%, enquanto 8% dos entrevistados afirmam não saber em quem votar.

O segundo cenário também mantém Lula na liderança, novamente com 38% das intenções de voto. A principal diferença está no nome que ocupa a segunda colocação: o senador Flávio Bolsonaro aparece com 19%, reduzindo a distância em relação ao primeiro colocado, mas ainda mantendo uma diferença significativa. Ratinho Junior permanece com 9%, enquanto Ronaldo Caiado sobe para 7% e Romeu Zema aparece com 5%. Os votos brancos e nulos somam 17%, e o percentual de indecisos segue relevante.

Os dados indicam que, apesar de Lula manter uma base consolidada de apoio, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não se posicionou de forma definitiva. O alto índice de votos brancos, nulos e de indecisos sugere que o cenário eleitoral segue aberto e pode sofrer alterações conforme o avanço do debate político e a definição das candidaturas.

Analistas avaliam que a fragmentação da direita e do campo conservador contribui para a vantagem de Lula nos cenários apresentados. A presença de múltiplos pré-candidatos dilui as intenções de voto da oposição, dificultando a consolidação de um nome capaz de rivalizar diretamente com o presidente em um eventual segundo turno.

Ao mesmo tempo, os números refletem que a disputa de 2026 ainda está distante e dependerá de fatores como o desempenho do governo nos próximos meses, o cenário econômico, a relação com o Congresso Nacional e a capacidade de articulação política dos possíveis adversários. Até lá, pesquisas como essas funcionam como um retrato momentâneo do humor do eleitorado brasileiro.

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