Augusto Cury: A Nova Candidatura à Presidência em 2026
O cenário político para as eleições de 2026 no Brasil se transformou com a pré-candidatura do psiquiatra e escritor Augusto Cury pelo partido Avante. Com mais de 30 milhões de livros vendidos, Cury tem se destacado por suas teorias sobre inteligência emocional. Agora, ele busca se apresentar como uma alternativa real à polarização entre o atual presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Cury adota o slogan “Mente capitalista e coração social” em sua campanha, propondo uma combinação entre liberdade econômica e uma abordagem humanista eficaz. Ele tem utilizado suas recentes aparições públicas para detalhar sua visão: um Estado mais enxuto e eficiente, que protege a liberdade de expressão e, ao mesmo tempo, investe na educação, no meio ambiente e nos direitos fundamentais.
Empreendedorismo como Solução para o Futuro
A principal proposta econômica de Cury gira em torno do incentivo ao microempreendedorismo. Ele alerta para os riscos de desemprego em massa devido ao avanço da inteligência artificial e robótica, propondo a criação de 10 mil clubes de empreendedorismo em locais de fácil acesso, como escolas e comunidades. Com a ambição de formar 10 milhões de microempreendedores na próxima década, Cury enfatiza a transformação do Brasil em uma das nações mais empreendedoras do mundo.
Tecnologia contra a Violência
Cury identificou a violência contra a mulher como um dos principais problemas do Brasil e propõe uma solução inovadora. Ele planeja criar um aplicativo com um botão de pânico que, ao ser acionado, enviaria um drone alertando a vítima e intimidando o agressor. Esta abordagem tecnológica busca reforçar a presença do Estado em situações críticas, alinhando-se com uma sociedade marcada ainda pelo machismo.
Reformas Institucionais Necessárias
Em termos de reformas estruturais, Cury defende mudanças significativas no funcionamento dos Poderes. Ele propõe o fim do mandato vitalício para os ministros do STF, sugerindo um novo limite de oito a dez anos, e a transferência do poder de escolha dos ministros de volta para associações de classe como a AMB e OAB. Além disso, Cury é favorável ao semipresidencialismo, onde um primeiro-ministro gerenciaria o dia a dia administrativo, enquanto o presidente se concentraria nas questões estratégicas.

