Manaus – A definição da lista tríplice para a vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) ganhou um novo desdobramento nos bastidores nesta terça-feira (11). De acordo com informações do Blog do Hiel Levy, o ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), teve um papel fundamental na articulação dos três nomes escolhidos pelo Tribunal Pleno.
A lista inclui Grace Benayon, com 21 votos, Marco Aurélio Choy, com 20, e Carlos Alberto Filho, com 18 votos. Rumores indicam que esses três candidatos contaram com o apoio decisivo de Campbell durante todo o processo de seleção.
O resultado da eleição foi surpreendente, especialmente para Giselle Falconi, que liderou a votação entre os advogados na fase conduzida pela OAB-AM, mas obteve apenas três votos no TJAM, empatando com Aniello Aufiero e, assim, ficando fora da lista final.
Influência de Mauro Campbell
Esse episódio resgata um capítulo interessante da trajetória de Mauro Campbell no Judiciário amazonense. Em 2004, ele também se candidatou a uma vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional destinado ao Ministério Público, mas acabou não sendo escolhido. A nomeação foi para Socorro Guedes, que hoje é desembargadora do TJAM.
Mais de duas décadas depois, é curioso notar que Socorro Guedes e o desembargador Hamilton Saraiva, ambos originários do Ministério Público, votaram nos três candidatos que foram apontados como apoiados por Campbell. Esta conexão entre os envolvidos evidencia a influência que o ministro ainda exerce nos bastidores do Judiciário local.
A interpretação de que o ministro teve uma contribuição significativa na formação da lista tríplice foi enfatizada pelo Blog do Hiel Levy, valendo destacar que não representa uma declaração oficial do TJAM.
A responsabilidade do governador
Com o término da votação, a lista composta por Grace Benayon, Marco Aurélio Choy e Carlos Alberto Filho será encaminhada ao governador Roberto Cidade. Cabe a ele a responsabilidade de escolher um dos três nomes para ocupar a vaga de desembargador, destinada à advocacia através do Quinto Constitucional.
A vacância foi aberta em razão da aposentadoria de Domingos Jorge Chalub Pereira, que fez parte do Tribunal entre 2004 e 2025. A escolha do governador agora é um tema que movimenta não apenas o Judiciário, mas também a advocacia no estado, uma vez que a decisão pode impactar diretamente o cenário jurídico da região.
O resultado final coloca Grace Benayon na primeira posição, encerrando uma disputa que tinha agitado as articulações nos bastidores da advocacia e do Judiciário do Amazonas nas últimas semanas. O nome dela surge como forte candidato à vaga, principalmente pela quantidade expressiva de votos obtidos na votação interna do TJAM.
As articulações nos bastidores e as relações de influência são aspectos que frequentemente permeiam as decisões no meio jurídico. A relação de Campbell com os novos candidatos pode sinalizar uma nova fase na composição do Tribunal de Justiça, refletindo a necessidade de balancear interesses e manter a representatividade no Judiciário.
Com a lista tríplice agora formada e os nomes escolhidos, é importante observar como a decisão do governador Roberto Cidade será tomada. O papel do governador nessa fase é crucial, e as expectativas em torno desse momento são elevadas, especialmente entre os profissionais da advocacia e as entidades que representam a classe.
Essas escolhas não apenas influenciam as relações internas do TJAM, mas também reverberam fora dele, impactando o funcionamento da Justiça no Amazonas. Portanto, todas as atenções estarão voltadas para a decisão do governador, e os próximos dias poderão ser determinantes para o futuro do Judiciário amazonense.