O clima esquentou na política amazonense. O pré-candidato ao senado Marcelo Ramos (PT-AM) confrontou duramente as recentes declarações do vereador Coronel Rosses (PL-AM), que havia associado a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) à tolerância ao tráfico de drogas e afirmado que um estupro teria ocorrido dentro das dependências da instituição. Em um pronunciamento contundente, Ramos não apenas rebateu o vereador e defendeu a universidade, mas partiu para um contra-ataque direto, trazendo acusações de um suposto histórico de agressões de Rosses e o acusando de defender criminosos fardados.
A Defesa da UFAM e o Esclarecimento dos Fatos
Logo no início de sua fala, Marcelo Ramos deixou claro que seu objetivo principal era desagravar a reitoria, os estudantes, os servidores e os professores da UFAM, ressaltando a relevância histórica e social da instituição para o povo do Amazonas.
Ramos acusou o vereador de mentir e de tentar se promover na internet com um caso extremamente delicado. Segundo ele, não há comprovação de que o episódio de violência sexual tenha ocorrido dentro do campus. A situação relatada envolveu uma aluna que foi abordada por outro estudante e acordou na casa dele sem possuir livre consciência ou ter dado permissão para o ato.
De acordo com o político, a universidade não foi omissa e agiu de forma imediata. As medidas incluíram o afastamento preventivo do aluno suspeito, a oferta de acolhimento psicológico total à vítima, a instauração de um procedimento interno e o encaminhamento do caso para as autoridades competentes. A investigação formal agora está nas mãos da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
O Contra-Ataque: “Agressor de Mulher” e Histórico Polêmico
Após esclarecer os fatos em defesa da universidade, Marcelo Ramos direcionou suas críticas diretamente à figura de Coronel Rosses. Sem meias palavras, ele afirmou que o parlamentar possui uma série de ocorrências registradas por violência, incluindo agressões físicas e psicológicas contra mulheres.
A ofensiva não parou por aí. Ramos questionou a postura do vereador em relação à segurança pública, apontando uma grave contradição. Ele destacou a hipocrisia de Rosses ao acusar a UFAM de ser tolerante com traficantes, lembrando que, recentemente, o próprio vereador esteve na porta de uma unidade prisional militar defendendo policiais presos sob acusações de crimes graves, como tráfico de drogas, assassinatos, estupros e sequestros.
Ramos foi taxativo ao separar a instituição da Polícia Militar dos desvios de conduta cometidos por alguns de seus integrantes. Para ele, o policial que trafica deixa de ser policial e se torna traficante; o que estupra, é estuprador; e o que sequestra, é sequestrador. Ele classificou como uma “maldade” contra a maioria dos homens e mulheres honestos da corporação qualquer tentativa de compará-los a marginais que se escondem por trás da farda para cometer crimes.
Encerrando as críticas, Marcelo Ramos exigiu que o parlamentar se colocasse em seu lugar e demonstrasse respeito pela Universidade Federal do Amazonas, ressaltando os serviços relevantes que a instituição presta ao estado. Em tom de desafio, Ramos minimizou a trajetória política de Rosses, afirmando que o vereador nunca fez nada digno de registro em defesa do Amazonas. Por fim, reiterou seu profundo respeito e gratidão à UFAM pelo impacto transformador na vida de milhares de amazonenses.