May 20, 2024
Amazonas Manaus

Manaus teve pico de fumaça nesta segunda, revela Inpe após meses de encobrimento

Manaus teve pico de fumaça nesta segunda, revela Inpe após meses de encobrimento Manaus registrou o pior dia de fumaça na segunda-feira (6). — Foto: Bianca Fatim/g1

Fumaça recordista encobre Manaus em meio à crise ambiental

Manaus, a capital do estado do Amazonas, tem enfrentado uma grave crise ambiental nos últimos três meses. Além da seca severa que colocou todas as 62 cidades do estado em estado de emergência, a região tem sido afetada por uma onda de fumaça decorrente das queimadas que têm acontecido principalmente no estado vizinho do Pará.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a fumaça atingiu seu pico de poluição na última segunda-feira (6), quando o sensor não conseguiu diferenciar fumaça de nuvens devido ao nível alarmante de poluição na região. As imagens de satélite cedidas pelo Inpe mostram que o ar em Manaus está cada vez mais tomado pela fumaça desde o mês de agosto.

Para medir a quantidade de fumaça, o instituto utiliza um fotômetro solar. Em períodos de chuva, a média fica entre 0.2 e 0.5. Qualquer número acima disso indica a presença de fumaça na atmosfera. No entanto, o fotômetro chegou ao surpreendente valor de 5.0, indicando uma situação crítica.

Karla Maria Longo, pesquisadora do Inpe, enfatiza que a fumaça está vindo do Pará em direção ao Amazonas e que não há como a neblina se dissipar sem afetar a região. Ela afirma que a situação atual é ainda mais grave do que em outubro, quando a cidade já sofria com os efeitos da fumaça.

A população de Manaus tem vivido meses de intensa fumaça, com o fenômeno se tornando mais evidente em agosto. Até então, a fumaça não era visível a olho nu, mas já estava presente. No final de agosto, a cidade começou a sentir os efeitos da fumaça, que continuou a afetar os principais pontos turísticos da região, como o Teatro Amazonas e a Ponte Rio Negro. Em outubro, a situação piorou, e a fumaça permaneceu por vários dias seguidos, causando sérios problemas de visibilidade e qualidade do ar.

No último sábado (4), a fumaça atingiu seu sétimo dia consecutivo, tornando-se densa o suficiente para prejudicar a visibilidade e causar um aspecto de neblina constante. No domingo (5), a situação não melhorou, e na segunda-feira (6), a quantidade de fumaça no ar atingiu seu pico máximo.

Karla Maria, que tem mais de 19 anos de experiência no Inpe, afirma que nunca tinha presenciado uma situação tão grave. Valores de 5.0 na fronteira entre o Pará e o Amazonas são o suficiente para escurecer toda a cidade, criando um cenário alarmante. A pesquisadora ressalta que durante a estação úmida, a espessura ótica sem a presença de nuvens fica em torno de 0.2/0.3, o que evidencia a gravidade da situação atual.

A fumaça continua a afetar a vida dos moradores de Manaus, que esperam por uma solução para a crise ambiental que assola a região. É essencial que medidas sejam tomadas para combater as queimadas e proteger a saúde e o bem-estar da população.

Fonte: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2023/11/07/encoberta-desde-agosto-manaus-teve-pico-de-fumaca-na-segunda-6-aponta-inpe.ghtml

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