Lula completa três anos de governo com avanços econômicos e entraves políticos no Congresso

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra o terceiro ano de mandato com um balanço marcado por avanços na economia e na área social, ao mesmo tempo em que convive com dificuldades recorrentes na relação com o Congresso Nacional. Sem uma base sólida de maioria parlamentar, o Planalto tem enfrentado desafios constantes para aprovar projetos considerados essenciais para a agenda governista.

Na avaliação da equipe econômica, os resultados apresentados ao longo do terceiro ano refletem sinais positivos prometidos desde o início da atual gestão. Indicadores como desemprego, fome e desigualdade social registraram queda, reforçando o discurso de retomada do crescimento com inclusão social. A recuperação do mercado de trabalho e a ampliação de políticas sociais contribuíram para a melhora do cenário econômico percebido pelo governo.

Outro ponto de destaque foi o comportamento da inflação, que havia se tornado uma das principais preocupações do Planalto em 2024. Ao longo de 2025, o índice apresentou recuo, aliviando a pressão sobre o custo de vida da população e abrindo espaço para uma avaliação mais favorável da condução econômica. Para aliados do presidente, o controle inflacionário reforça a credibilidade das políticas adotadas pelo Ministério da Fazenda.

Apesar dos avanços, o cenário político segue sendo um dos principais desafios da gestão. No Congresso Nacional, o governo opera em minoria e depende de negociações complexas com partidos do chamado centrão para avançar com projetos estruturantes. Muitas das pautas prioritárias só foram aprovadas após longos debates, concessões e articulações intensas, o que atrasou a tramitação de medidas consideradas estratégicas.

Parlamentares independentes e da oposição têm imposto resistência a propostas do Executivo, dificultando a formação de consensos. Esse ambiente tem exigido do Palácio do Planalto uma atuação constante na articulação política, com participação direta de ministros e lideranças do governo nas negociações com deputados e senadores.

No campo social, o governo destaca a retomada e o fortalecimento de programas voltados à redução da pobreza e à ampliação da renda, o que, segundo avaliações internas, contribuiu para a melhora dos indicadores sociais ao longo do mandato. Essas ações têm sido usadas como principal vitrine da gestão ao completar três anos no poder.

Com um ano restante até o fim do mandato, o governo Lula encara o desafio de consolidar os avanços econômicos e sociais, ao mesmo tempo em que busca reduzir a instabilidade política no Congresso. A expectativa do Planalto é fortalecer o diálogo com o Legislativo para destravar projetos e garantir governabilidade no último ano da atual gestão.

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