Hugo Motta defende debate equilibrado sobre o fim da escala 6×1 e promete evitar viés ideológico

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende conduzir, a partir do próximo ano, um debate amplo e equilibrado sobre a possível mudança na escala de trabalho 6×1. Segundo o parlamentar, o tema será tratado sem viés ideológico e com atenção às diferentes visões envolvidas, buscando um ponto de equilíbrio entre os interesses de trabalhadores e empregadores.

A declaração foi feita durante um café da manhã com jornalistas, ocasião em que Motta comentou as prioridades legislativas para o próximo período. Em entrevista, ele destacou que a Câmara deve abrir espaço para ouvir todos os setores impactados por uma eventual alteração no modelo de jornada de trabalho atualmente praticado em diversos segmentos da economia.

De acordo com o presidente da Casa, a discussão precisa considerar tanto as demandas dos trabalhadores por melhores condições de vida e descanso quanto as preocupações do setor empresarial em relação aos impactos econômicos e operacionais. Para Motta, o desafio será encontrar uma solução que atenda às necessidades do país sem transformar o tema em uma disputa política ou ideológica.

A escala 6×1, na qual o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa apenas um, ganhou destaque nos últimos meses após mobilizações nas redes sociais e manifestações de entidades representativas. O debate também passou a contar com apoio do governo federal, que tem reiterado a defesa da proposta desde que não haja redução salarial para os trabalhadores.

Além da discussão sobre a jornada de trabalho, Hugo Motta indicou outros assuntos que devem ganhar protagonismo na pauta da Câmara em 2026. Entre eles está a regulamentação da inteligência artificial, tema que atualmente é analisado por uma comissão especial e ainda aguarda a deliberação do parecer final.

Outro ponto citado como prioridade é a medida provisória que cria um regime especial de tributação para serviços de datacenters no Brasil. Segundo o presidente da Câmara, a proposta é vista como estratégica para atrair investimentos, estimular inovação tecnológica e fortalecer a infraestrutura digital do país.

Com a inclusão desses temas na agenda legislativa, a expectativa da presidência da Câmara é promover debates mais técnicos e menos polarizados, buscando consensos que atendam às necessidades econômicas e sociais do Brasil.

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