Site icon Politica AM

Herança maldita: OSS Agir sob investigação da PF em Goiás

Herança maldita: OSS Agir sob investigação da PF em Goiás

Escândalo na Saúde do Amazonas — A Organização Social de Saúde (OSS) Agir, que assumiu a gestão de unidades de saúde no Amazonas com um contrato bilionário, está no centro de um escândalo nacional. A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) iniciaram operações em 15 de abril para investigar irregularidades em contratos geridos pela Agir em Goiás.

Precarização no Amazonas

A chegada da Agir, anunciada pelo governador Wilson Lima como uma solução para a eficiência hospitalar, contrasta com a realidade atual marcada pela precarização. Em 5 de março de 2026, trabalhadores do Complexo Hospitalar Sul foram surpreendidos com a suspensão do café da manhã. A empresa alegou “responsabilidade na gestão dos recursos”, o que gerou indignação entre os servidores, considerando que possui um contrato de R$ 2 bilhões com o Estado. Além da restrição alimentar, há relatos de atrasos salariais e condições de trabalho cada vez mais difíceis.

Investigação da PF e seus desdobramentos

Enquanto corta custos com alimentos, a liderança da Agir se vê envolvida em problemas jurídicos. As operações Makot Mitzrayim e Rio Vermelho investigam delitos como peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. As investigações indicam:

Segundo a CGU, os desvios financeiros podem atingir R$ 38 milhões. A gestão de hospitais de campanha durante a pandemia é um dos principais focos, onde irregularidades foram encontradas em 88% dos pagamentos analisados. Um total de 46 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversos estados, além de muitos empresários sendo alvos de mandados de prisão.

Posição da Agir e repercussões políticas

A AGIR, em uma nota que foi posteriormente apagada, afirmou que está colaborando com as autoridades e que suas contas referentes ao período da pandemia foram aprovadas pela CGU. A organização, que gere o Hospital Santa Ana em Goiás, destaca sua experiência de mais de 20 anos no setor público. No Amazonas, no entanto, o silêncio sobre a gestão atual causa preocupação entre os deputados da Assembleia Legislativa (Aleam), que já discutem as denúncias de precarização nas unidades de saúde sob responsabilidade da Agir.

Exit mobile version