Brasil – Em 2026, o cenário em Iranduba é a prova viva de que o tempo passa, mas o descaso permanece. O que deveria ser um polo de excelência da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) transformou-se em ruínas que custaram centenas de milhões de reais aos cofres públicos. O que separa uma promessa política de uma realidade concreta? No caso da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Iranduba, a resposta é o mato que consome estruturas de concreto e o silêncio das autoridades. Há mais de oito anos, a jornalista Cileide Moussallem e o portal CM7 Brasil vem denunciando uma das maiores feridas abertas na gestão pública do estado.
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O histórico do projeto é um verdadeiro “manual de como não gerir o dinheiro público”. Quando as obras começaram, em 2014, a placa instalada no canteiro era otimista: um investimento de 42 milhões de reais para a primeira fase, com prazo de entrega de apenas 390 dias. Entretanto, o cronograma nunca foi cumprido. Ao longo dos anos, o valor investido — e que escorreu pelo ralo — saltou para a cifra assustadora de mais de 700 milhões de reais. Mesmo com esse aporte astronômico, o que se vê hoje não são salas de aula ou laboratórios, mas sim ferragens corroídas e concreto esfarelando. A degradação chegou a tal ponto que especialistas afirmam que o que resta não pode mais ser aproveitado: para que algo seja construído ali, será necessário colocar tudo abaixo e recomeçar do zero.
A denúncia de Cileide Moussallem ganha novos contornos em 2026. “Entra e sai governo, mas o abandono continua”, afirma a jornalista. O ponto mais crítico é o ciclo político que sustenta essa paralisia e continua a utilizar o projeto como moeda de troca eleitoral.