May 20, 2024
Manaus

Fumaça misteriosa encobrindo Manaus desde agosto intriga a população

Fumaça misteriosa encobrindo Manaus desde agosto intriga a população Manaus encoberta por onda de fumaça. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Crise ambiental em Manaus: Fumaça das queimadas afeta qualidade do ar e preocupa autoridades

A presença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) não tem sido suficiente para resolver o problema da fumaça das queimadas em Manaus. Desde agosto, a capital do Amazonas tem sido encoberta por uma nuvem cinzenta, resultando em péssimos índices de qualidade do ar. As autoridades explicam a origem das partículas e oferecem possíveis soluções.

A situação em Manaus tem se agravado devido às queimadas e à seca histórica que atinge a região. A falta de visibilidade, o ar de má qualidade e a penumbra cinzenta têm se tornado parte da rotina dos moradores nos últimos dois meses.

Durante a primeira quinzena de outubro, a capital registrou três dias seguidos de intensa fumaça, chegando a figurar entre as cidades com pior qualidade do ar no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de queimadas no estado é o maior dos últimos 25 anos, totalizando quase 4 mil focos de calor.

Diante dessa crise, o Ibama enviou 290 brigadistas para reforçar as ações de combate às queimadas no Amazonas. Além disso, outros cerca de 600 servidores, incluindo bombeiros, brigadistas, policiais e agentes federais, estão envolvidos nas operações do estado.

No entanto, os esforços até o momento não têm sido suficientes para evitar que a fumaça continue encobrindo a capital.

Pelo terceiro dia consecutivo, a cidade voltou a enfrentar os efeitos das queimadas. A fumaça voltou a incomodar na semana passada e se intensificou nos últimos dias.

Mas de onde vem essa fumaça?

Os órgãos responsáveis por monitorar a crise ambiental no Amazonas apontam a origem da fumaça que encobre Manaus.

Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a fumaça é proveniente dos focos de calor e queimadas registrados na capital e em outras cidades da Região Metropolitana. São ao todo 13 cidades envolvidas, incluindo Autazes, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Silves.

Em nota divulgada recentemente, a Sema ampliou os locais de origem da fumaça, incluindo o Estado do Pará, que registra 3.965 focos de queimada.

Enquanto isso, a Prefeitura de Manaus nega que os incêndios na capital sejam a causa da fumaça. Segundo a administração municipal, a origem do fogo está nos municípios da Região Metropolitana.

O Ibama, por sua vez, afirma que a fumaça vem dos municípios Careiro e Autazes, causada pelo uso inadequado do fogo em áreas de agropecuária que se estendem para áreas de vegetação.

Mas por que a fumaça não se dissipa?

De acordo com o Ibama, a fumaça é transportada de um lugar para o outro por massas de ar e, por isso, demora a se dissipar. Isso afeta a visibilidade e a qualidade do ar em Manaus.

Um alerta divulgado pela Sema indica que a cidade ainda vai demorar a ver o céu azul. Com as chuvas abaixo da média para o período, a massa de calor continua afetando a qualidade do ar nos próximos dias, uma vez que as partículas de fumaça encontram dificuldades em se dispersar nessas condições.

Fonte: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2023/11/01/de-onde-vem-a-fumaca-que-encobre-manaus-desde-agosto.ghtml

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