O deputado federal Fausto Jr. (União Brasil–AM) comemorou a derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, aprovada pelo Congresso na quinta-feira (27). Para o parlamentar, a decisão representa um avanço histórico para o Amazonas ao modernizar as regras de licenciamento, garantir mais previsibilidade jurídica e destravar obras estratégicas para o desenvolvimento regional, entre elas a BR-319 — tema que ele considera um dos pilares de sua atuação em Brasília.
Vice-líder do União Brasil na Câmara, Fausto Jr. afirmou ter articulado junto à sua bancada o apoio necessário para reverter os vetos presidenciais. Segundo ele, a nova legislação equilibra proteção ambiental com desenvolvimento socioeconômico, oferecendo instrumentos mais claros e eficientes para estados e municípios que dependem de infraestrutura básica para crescer. O deputado classificou a mudança como um marco para o país e, especialmente, para a população amazônica que “há décadas convive com as consequências do isolamento”.
Fausto Jr. lembrou que foi o autor da criação da Frente Parlamentar em Defesa da BR-319, formada justamente para manter a rodovia como prioridade permanente no Congresso. Para ele, a decisão desta semana aproxima o estado de um dos seus maiores objetivos: reativar a ligação terrestre entre Manaus e o restante do país. Ele disse que a BR-319 não deve ser vista como um luxo, mas como uma urgência que impacta desde a economia regional até a rotina das famílias que enfrentam custos elevados e limitações no acesso a serviços essenciais.
“O Amazonas não pode continuar refém do isolamento. A BR-319 é essencial para o escoamento da produção, para diminuir o custo de vida e para fortalecer a economia. Nosso voto é um compromisso com quem sente na pele a falta de infraestrutura”, declarou. O deputado também fez críticas diretas à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Segundo ele, a derrubada dos vetos representa “uma vitória para o Amazonas e uma derrota para Marina”, que, na visão do parlamentar, priorizaria interesses ideológicos e de organizações internacionais em detrimento do desenvolvimento regional.
Para Fausto Jr., a nova lei abre caminho para a retomada de obras em trechos já existentes da rodovia, desde que observados os critérios ambientais, mas sem transformar o licenciamento em um obstáculo intransponível. Ele destacou ainda que a mudança pode destravar projetos fundamentais para a soberania da Amazônia, como a exploração de potássio — insumo essencial para fertilizantes —, o avanço das atividades de petróleo e gás, a mineração regulada e o agronegócio no sul do estado.
O deputado afirmou defender um “ambientalismo que considera as pessoas”, citando a realidade do caboclo, do produtor rural e das comunidades que dependem de mobilidade e infraestrutura para sobreviver. Ele criticou o que chamou de “ambientalismo de revista”, que, segundo ele, ignora as necessidades concretas da população e se sustenta em discursos distantes da realidade amazônica.
“Eu defendo o desenvolvimento aliado à responsabilidade ambiental, mas sempre priorizando o cidadão que vive aqui. A BR-319 é parte disso. Não apoio discursos vazios que servem apenas a interesses pessoais. Apoio o que melhora a vida do meu estado”, concluiu.