Ex-presidente do INSS é preso em operação da PF que investiga esquema bilionário de fraudes contra aposentados

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) uma nova fase da Operação Sem Descontos, que investiga um vasto esquema de fraudes e descontos ilegais em benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas em todo o país. Entre os presos está o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, que comandou o órgão entre julho de 2023 e abril de 2024.

A ação, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), cumpre dez mandados de prisão e mais de 60 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apontam que o grupo criminoso teria inserido dados falsos nos sistemas do INSS, desviando valores expressivos de aposentadorias e pensões em favor de intermediários e servidores públicos.

Servidor de carreira, Stefanutto foi exonerado do cargo logo após a primeira fase da operação, em meio às suspeitas de irregularidades. De acordo com a CGU, os crimes investigados envolvem organização criminosa, corrupção ativa e passiva, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.

Em outubro, o ex-presidente foi convocado a depor na CPMI das Fraudes no INSS, mas optou por permanecer em silêncio, amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fux, do STF. Na ocasião, defendeu sua gestão e ressaltou o compromisso dos servidores do órgão com a legalidade e a transparência.

O ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, responsável por indicar Stefanutto ao cargo, pediu cautela nas avaliações públicas, destacando a importância de aguardar o avanço das investigações. A Polícia Federal ainda não divulgou a lista completa dos outros nove detidos na operação, que continua em andamento em diversos estados.

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