Recentes investigações sobre a crise do Banco de Brasília (BRB) e do Banco Master estão revelando detalhes alarmantes. A situação escandalosa começou a se desenrolar com mensagens que indicam que Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, já planejava estratégias legais para a liquidação do Master {{ foco }} quase dois meses antes da intervenção oficial do Banco Central.
A articulação pré-liquidatória
Em setembro de 2025, Costa enviou uma mensagem ao diretor jurídico Jacques Veloso, afirmando: “Jacques, precisamos definir as estratégias jurídicas para o cenário de liquidação do Master”. Esse pedido foi feito apenas algumas semanas após o Banco Central barrar a tentativa de aquisição do Master pelo BRB, durante um período em que o banco brasiliense já lidava com carteiras de crédito de alto risco.
Consequências da operação
O momento das mensagens coincide com o avanço das investigações por órgãos de controle. Assim que o Banco Central decidiu paralisar as atividades do Master, a Polícia Federal lançou a Operação Compliance Zero, que levou ao afastamento imediato de Paulo Henrique Costa e culminou em sua prisão em abril de 2026, acusado de receber R$ 146,5 milhões em propinas disfarçadas como imóveis.
Respostas e medidas legais
Jacques Veloso, em resposta à situação, declarou que o pedido de Costa resultou em reuniões e a contratação de advogados especializados, com a intenção de proteger os interesses do BRB. Após a oficialização da liquidação, um grupo de trabalho foi criado, e medidas judiciais foram adotadas para assegurar o patrimônio do banco público.
A situação gera inquietações sobre a governança do BRB durante a gestão de Costa, especialmente em relação à rapidez na aprovação dos documentos vinculados às carteiras de crédito e ao entendimento prévio da gestão sobre a insolvência do Master.
Com informações via Metrópoles

