Na política do Amazonas, a transição de poder em Manaus ganha destaque. O prefeito David Almeida (Avante) anunciou sua saída do cargo para se dedicar à sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas, prevista para o dia 31 de março. Essa decisão é parte de sua estratégia para garantir que sua equipe esteja alinhada e preparada para a eleição, além de atender à legislação eleitoral vigente.
Durante uma entrevista à rádio Difusora FM, Almeida detalhou que a transição do cargo para o vice-prefeito Renato Junior já foi programada. Ele informou que ambos têm se reunido regularmente para discutir a melhor forma de realizar essa mudança, evitando complicações burocráticas. “Eu reúno sempre às madrugadas com o Sabá, com o Renato, a gente troca as mensagens. E a gente decidiu que o Renato já assume no próprio dia 31”, disse o atual prefeito.
Planejamento da Transição
O planejamento da saída de Almeida foi cuidadosamente pensado, especialmente em relação ao calendário do feriado de Semana Santa. Almeida explicou que a escolha do dia 31 evita complicações administrativas, uma vez que tramitações no Diário Oficial não serão possíveis nos dias seguintes devido ao recesso. A estratégia demonstra preocupação com a continuidade das ações municipais durante o período eleitoral.
Projeções para a Assembleia Legislativa
Além de sua saída, Almeida abordou a influência do seu partido, o Avante, na renovação das cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O prefeito acredita que o Avante pode eleger até seis deputados, ressaltando que a inclusão de novos nomes é fundamental para um renovado protagonismo no estado. Ele alertou, no entanto, os pré-candidatos que não detêm mandatos a evitar se filiar a partidos já estabelecidos, pois isso pode resultar em desempenhos eleitorais limitados e sem repercussão.
Cenário Político Indefinido
Embora Almeida tenha uma visão clara para o futuro do Avante, o cenário para a sua chapa majoritária permanece indefinido. Ele evitou comentar sobre possíveis candidatos a vice-governador, enfatizando que as discussões continuarão até a data limite das convenções partidárias em agosto. Essa cautela é parte de uma estratégia para garantir que todos os aspectos da campanha estejam bem coordenados, o que pode ser decisivo para o sucesso nas eleições.