Deputado George Lins aponta super-rodovia da Guiana como “ponte para o futuro” da ZFM e do Amazonas

O deputado estadual Dr. George Lins (UPB), líder da federação União Progressista na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), destacou nesta semana os impactos que considera “mais do que positivos” da construção da super-rodovia da Guiana. O projeto, avaliado em mais de R$ 5 bilhões, prevê a construção de 500 quilômetros de estrada, ligando Georgetown, capital guianense, até a fronteira com Roraima, com integração direta a um porto de águas profundas em Palmyra, no Oceano Atlântico.

Para o parlamentar, trata-se de uma transformação logística sem precedentes para a Amazônia. Segundo ele, o transporte de produtos do Polo Industrial de Manaus, que hoje leva em média 21 dias para chegar a mercados internacionais, poderá ser reduzido para apenas 48 horas. Essa mudança criaria um corredor ágil e competitivo para exportações destinadas aos Estados Unidos, Europa e África, fortalecendo o “Made in Amazonas”.

George Lins enfatizou que os benefícios não se limitam à capital. Municípios estratégicos também devem ser impactados. Itacoatiara, com seu porto no rio Amazonas, pode se consolidar como centro de distribuição de cargas, enquanto Presidente Figueiredo, na BR-174, tende a atrair postos logísticos, hotéis e serviços de apoio ao transporte, estimulando empregos e renda. Cidades ao longo da rodovia também devem sentir reflexos positivos no comércio, turismo e atividades ligadas ao setor de transportes.

O deputado lembrou ainda que a Guiana é hoje uma das economias que mais crescem no mundo, impulsionada pela exploração de petróleo. Em 2024, o país registrou aumento de 43,6% em seu PIB, o que significa um mercado vizinho em rápida expansão e com grande poder de consumo, aberto para produtos industrializados do Amazonas.

No setor turístico, a expectativa é que a nova ligação ao Caribe fomente uma rota inédita, trazendo visitantes e fortalecendo o trade regional. Além disso, a integração logística deve consolidar Manaus e o porto de Itacoatiara como centros estratégicos para cargas oriundas não só do Amazonas, mas também de Roraima, do Centro-Oeste e até da própria Guiana.

Apesar do entusiasmo, George Lins alertou que o Estado precisa investir em infraestrutura e qualificação para aproveitar ao máximo essa oportunidade. Ele citou a necessidade de melhorias na BR-174, modernização dos portos e programas de capacitação em comércio exterior. Para o deputado, a super-rodovia não é apenas uma obra viária, mas uma “ponte para o futuro econômico do Amazonas”, capaz de posicionar a Zona Franca de Manaus em um novo patamar de competitividade global.

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