Críticas apontam seletividade em posicionamentos de Alessandra Campelo sobre casos de violência contra a mulher

A deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos), policial civil e integrante do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM), voltou ao centro de uma controvérsia política após se manifestar publicamente contra uma suposta agressão envolvendo a atual gestão do sindicato. A parlamentar utilizou as redes sociais para denunciar o presidente da entidade, atribuindo a ele um histórico de agressões contra uma servidora nas dependências do Sinpol-AM.

Nos bastidores, entretanto, a movimentação tem sido interpretada por setores da categoria e do meio político como parte de uma disputa interna pelo comando do sindicato. Há avaliações de que a tentativa de afastamento do presidente pode envolver interesses políticos e institucionais, o que tem gerado questionamentos sobre a real motivação das denúncias apresentadas.

Até o momento, não foram apresentadas provas conclusivas que confirmem a agressão física denunciada. O principal material divulgado é um áudio no qual é possível ouvir uma discussão acalorada entre a servidora e o dirigente sindical, com troca de gritos entre as partes. No entanto, o conteúdo não permite comprovar, de forma objetiva, a ocorrência de violência física, o que mantém o caso em fase de apuração.

As críticas à atuação de Alessandra Campelo ganharam força diante da comparação com episódios anteriores. Um dos casos mais citados envolve a ex-esposa do deputado Roberto Cidade, aliado político da parlamentar, que foi vítima de agressões em um episódio amplamente divulgado à época. Naquela ocasião, Campelo não se pronunciou publicamente, não divulgou notas nem fez cobranças públicas, o que agora é apontado por críticos como uma postura contraditória.

Para observadores do cenário político, a diferença de tratamento entre os casos reforça a percepção de que a deputada se manifesta com maior intensidade em situações que geram visibilidade pública, enquanto adota discrição quando os episódios envolvem aliados ou não produzem repercussão midiática imediata.

Enquanto a suposta agressão no âmbito do sindicato segue sob análise das instâncias competentes, o episódio amplia o debate sobre coerência, responsabilidade política e a necessidade de que denúncias de violência contra a mulher sejam tratadas com o mesmo rigor, independentemente dos envolvidos ou de conveniências políticas.

 

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