O ex-presidente Jair Bolsonaro foi novamente encaminhado ao centro cirúrgico no início da tarde desta terça-feira, 30 de dezembro de 2025, para a realização de mais um procedimento médico com o objetivo de amenizar crises persistentes de soluços. Internado no hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro enfrenta o problema desde que passou por uma cirurgia recente, o que levou a equipe médica a adotar sucessivas intervenções para controlar o quadro.
A informação sobre o novo procedimento foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por meio de uma publicação em seu perfil nas redes sociais. Segundo ela, o ex-presidente começou a apresentar um novo episódio de soluços por volta das 10h da manhã, que se estendeu ao longo do dia sem apresentar melhora significativa. Diante da persistência do quadro, os médicos decidiram realizar um reforço no bloqueio anestésico do nervo frênico, responsável por controlar os movimentos do diafragma.
“Meu amor apresentou quadro de soluços às 10h da manhã, que não cessaram até o momento. Diante disso, a equipe médica optou pela realização de um reforço no bloqueio do nervo frênico. Ele acaba de ser encaminhado ao centro cirúrgico”, escreveu Michelle, sem detalhar como foi feita a aplicação desta nova intervenção.
Mais cedo, ainda na manhã de terça-feira, o ex-vereador Carlos Bolsonaro havia informado, em uma publicação nas redes sociais, que o pai continuava apresentando crises de soluços, mesmo após o procedimento realizado no dia anterior. Este é o terceiro bloqueio anestésico do nervo frênico ao qual Jair Bolsonaro é submetido desde a cirurgia feita no dia 25 de dezembro.
O primeiro bloqueio ocorreu no sábado, dia 27, após uma crise intensa de soluços durante a noite, que comprometeu o descanso do ex-presidente. Na ocasião, o procedimento foi realizado no lado direito do nervo frênico. Já na segunda-feira, 29, os médicos optaram por um novo bloqueio, desta vez direcionado ao lado esquerdo, na tentativa de obter maior eficácia no controle do problema.
Até o momento, a equipe médica responsável pelo tratamento não divulgou boletim oficial detalhando o estado de saúde de Bolsonaro após o novo procedimento. De acordo com informações repassadas na segunda-feira, a expectativa era de que ele pudesse receber alta hospitalar no dia 1º de janeiro, caso o quadro clínico evoluísse de forma positiva.
Após a alta, Bolsonaro deverá retornar à superintendência da Polícia Federal, onde permanece custodiado em razão de condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. O estado de saúde do ex-presidente tem sido acompanhado de perto por aliados e apoiadores, enquanto a família mantém atualizações frequentes sobre sua recuperação.