Após cirurgia, Bolsonaro passa por novo procedimento para controlar crises persistentes de soluços

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado no Hospital DF Star, em Brasília, e será submetido a mais um procedimento médico nesta segunda-feira (29), como parte do tratamento para crises persistentes de soluços registradas no pós-operatório. Bolsonaro passou por uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral na última quinta-feira (25), mas apresentou complicações que exigiram novas intervenções da equipe médica.

De acordo com informações médicas, os soluços, caracterizados por espasmos involuntários do diafragma, não foram totalmente controlados apenas com o uso de medicamentos. Diante da persistência do quadro, os profissionais de saúde optaram pela realização de bloqueios anestésicos no nervo frênico, técnica indicada quando o problema não responde ao tratamento convencional.

No sábado (27), Bolsonaro já havia sido submetido a um bloqueio do nervo frênico do lado direito, procedimento considerado pouco invasivo e realizado com auxílio de ultrassom. A medida tem como objetivo interromper temporariamente o estímulo nervoso responsável pelas contrações involuntárias do diafragma. No entanto, uma nova crise registrada na noite do mesmo dia, acompanhada por oscilações na pressão arterial, levou os médicos a programarem a intervenção também no lado esquerdo.

O nervo frênico desempenha papel fundamental no funcionamento do sistema respiratório, sendo o principal responsável pela inervação motora do diafragma. Por esse motivo, o bloqueio bilateral não é realizado de forma simultânea, reduzindo riscos de complicações respiratórias. A estratégia médica busca um efeito de “reset” do estímulo nervoso, interrompendo o ciclo dos soluços persistentes.

Segundo especialistas, o quadro pode estar associado ao histórico clínico do ex-presidente, que já passou por diversas cirurgias abdominais ao longo dos últimos anos. Irritações nervosas ou episódios de refluxo gastroesofágico estão entre as possíveis causas relacionadas ao problema recorrente.

Apesar da necessidade de uma nova etapa no tratamento, o boletim médico mais recente aponta que o estado geral de saúde de Bolsonaro é considerado estável. O acompanhamento pós-operatório inclui fisioterapia de reabilitação, medidas preventivas contra trombose venosa e monitoramento contínuo dos sinais vitais. A expectativa da equipe médica é que o período total de internação permaneça em torno de sete dias, sem impacto significativo no cronograma previsto para alta hospitalar.

Rolar para cima