Site icon Politica AM

A Guerra começou: Mendonça mapeia votos na investigação Moraes

A Guerra começou: Mendonça mapeia votos na investigação Moraes

Brasil – O clima no Supremo Tribunal Federal (STF) esquentou com a notícia de que o ministro André Mendonça está prestes a solicitar uma investigação formal contra seu colega Alexandre de Moraes. Essa ação é um reflexo das alegações recentes de que Moraes teria atuado para proteger o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ao contatar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Mendonça alertou sobre indícios de um possível envolvimento, estabelecendo um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie a respeito de um relatório da Polícia Federal que apresenta mensagens de Vorcaro.

Divisões no STF sobre a investigação

A abertura de um inquérito contra um ministro do STF requer a autorização do plenário, o que faz com que Mendonça e seus apoiadores realizem um levantamento cuidadoso dos votos na Corte. Atualmente, os bastidores revelam um cenário de acentuada polarização:

Uma questão em aberto é a participação de Dias Toffoli na votação. Existem dúvidas se ele se envolverá devido a laços comerciais de Vorcaro com o resort da família, embora, caso participe da votação, sua proximidade com Mendonça possa levar a um voto favorável à investigação.

Contratos e intercessões políticas

Além das alegações de intervenção política, a situação é agravada pela presença de um contrato que envolve o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com o Banco Master, representado por Vorcaro. Este contrato, com um valor que varia entre R$ 129 e R$ 131 milhões, estabelece honorários mensais de R$ 3,6 milhões por um período de 36 meses. Investigadores da Polícia Federal revelaram que o documento foi alterado por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”, apenas uma hora após ser enviado por Vorcaro.

Viviane Barci de Moraes se manifestou em uma nota, esclarecendo que tinha solicitado informações ao esposo através do setor de compliance do seu escritório, para apurar a possibilidade de haver impedimentos legais. Ela também reafirmou que o contrato foi assinado e que os serviços foram efetivamente prestados, incluindo 36 pareceres e 94 reuniões, garantindo que o ministro nunca julgou causas do Banco Master no STF. Segundo ela, os pagamentos foram interrompidos após a primeira prisão de Vorcaro, em novembro de 2025.

Mensagens que complicam a situação

Um dos desdobramentos mais impactantes é ligado às mensagens interceptadas do celular de Vorcaro, que ocorreram momentos antes de sua detenção. Os diálogos, obtidos pela Polícia Federal, mostram o ex-banqueiro suplicando a Moraes para entrar em contato com o diretor da PF e pedir um adiamento de uma operação, alegando que isso salvaria o banco: “se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana […] o banco não quebra”. Além disso, um dia antes de sua prisão, Vorcaro havia enviado uma última mensagem ao ministro, perguntando: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso”.

Esses acontecimentos levantam questões sérias sobre a ética e a legalidade das ações dos envolvidos, criando um clima de incerteza e expectativa não apenas entre os ministros do STF, mas também para a opinião pública. O desfecho desse caso pode ter repercussões significativas para o cenário político e judicial do Brasil.

Exit mobile version