O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início nesta segunda-feira (1º) à 8ª edição do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, conhecido como Teste da Urna 2025, etapa considerada essencial para o aprimoramento das eleições gerais de 2026. A menos de um ano do pleito, especialistas e investigadores aprovados pela Comissão Reguladora começam a executar 38 planos de testes que visam identificar vulnerabilidades, reforçar mecanismos de defesa digital e ampliar a transparência do processo eleitoral brasileiro.
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro, e, se necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 do mesmo mês. Segundo o TSE, o teste anual cumpre papel estratégico para assegurar a integridade da votação e da apuração, além de permitir que pesquisadores independentes contribuam com sugestões, análises técnicas e eventuais ataques controlados aos sistemas oficiais.
A edição 2025 do teste envolve diversos componentes da arquitetura eletrônica da Justiça Eleitoral, incluindo o sistema Gedai-UE (Gerenciador de Dados, Aplicativos e Interface com a Urna Eletrônica), o software de carga, o software de votação, o sistema de totalização de votos e o kit JE-Connect — tecnologias essenciais para que a urna eletrônica funcione de maneira segura, auditável e padronizada em todo o país. O evento conta com participação de representantes da academia, especialistas em segurança digital, membros da imprensa e observadores independentes.
A programação desta segunda-feira começou no período da tarde, das 13h às 18h, enquanto os demais dias seguirão o cronograma das 9h às 18h. O encerramento oficial está previsto para sexta-feira (5), às 17h, no Auditório II do TSE. Os trabalhos ocorrem em ambiente controlado no 3º andar do edifício-sede, equipado com computadores, urnas, impressoras, ferramentas, câmeras de monitoramento e toda a infraestrutura necessária para a execução dos experimentos.
O TSE ressalta que o ambiente foi preparado para que os investigadores tenham total suporte técnico na aplicação dos planos de ataque e inspeção, garantindo que todas as etapas do teste sejam auditáveis, registradas e conduzidas com transparência. O objetivo é permitir que vulnerabilidades sejam encontradas em ambiente seguro, fortalecendo o sistema antes da utilização oficial nas eleições.
Desde 2009, quando ocorreu a primeira edição, o Teste Público de Segurança já mobilizou 157 investigadores e especialistas, resultando na execução de 112 planos ao longo de mais de 247 horas de experimentos. Em 2016, o teste tornou-se obrigatório e passou a ser realizado preferencialmente no ano anterior às eleições, integrando o calendário oficial da Justiça Eleitoral.
A realização anual do teste reforça o compromisso institucional do TSE com a modernização constante dos sistemas, ampliando a confiança do eleitorado e assegurando que o processo eleitoral brasileiro se mantenha como referência internacional em segurança, auditabilidade e eficiência.