A política de endividamento do Governo do Amazonas sob a gestão de Wilson Lima (referente ao seu segundo mandato) atingiu um patamar crítico, elevando a preocupação com a saúde financeira do estado. Em apenas três anos, o governador obteve a aprovação de 11 empréstimos junto à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), totalizando mais de R$ 17 bilhões.
A velocidade e a falta de detalhamento nas aprovações legislativas consolidaram a apreensão, com a imprensa local classificando a situação do caixa estadual como uma “bomba-relógio” fiscal.
💸 A Engrenagem do Endividamento
O volume de crédito contratado pelo governo tem sido expressivo, pulverizado entre instituições financeiras nacionais (como o Banco do Brasil) e organismos internacionais (como o BID e IBRD).
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Montante Total: Mais de R$ 17 bilhões em empréstimos aprovados em 2023, 2024 e 2025.
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Composição da Dívida:
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R$ 9,22 bilhões em moeda nacional.
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US$ 1,5575 bilhão em dólar, equivalentes a cerca de R$ 8,507 bilhões na conversão.
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Intensificação: O governador solicitou cinco empréstimos em 2023, quatro em 2024 e mais dois em 2025, demonstrando um ritmo acelerado e acumulativo de novos compromissos financeiros.
⚡️ Votações Relâmpago e Falta de Transparência
A forma como as dívidas são autorizadas na Aleam tem sido um dos pontos mais criticados.
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Aprovação Questionável: As votações são descritas como “relâmpago” e ocorrem sem “debate robusto” sobre a destinação dos recursos, garantias ou impactos a longo prazo.
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O Caso Recente: O último pedido de R$ 1,5 bilhão foi aprovado no dia 18 de novembro em menos de um minuto, com 22 dos 24 deputados votando a favor.
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Voto Dissidente: Apenas o deputado Wilker Barreto (Mobiliza) votou contra, criticando a superficialidade do pedido (apenas três páginas), que ele classificou como um “cheque em branco”.
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Destinação Vaga: O governo limitou-se a informar que o recurso será usado em “obras emergenciais” e não para folha de pagamento, mas não detalhou quais seriam essas obras. A falta de transparência sobre como o Amazonas honrará essa dívida tem sido o principal questionamento da imprensa local.
📉 Risco de Estrangulamento Fiscal
O Amazonas tem visto um aumento na arrecadação (com o ICMS crescendo 10% e estimativa de R$ 17 bilhões em 2025), mas a dívida cresce em ritmo superior.
A continuidade deste endividamento acelerado pode levar o Estado a um estrangulamento fiscal, comprometendo a capacidade de investimento e a manutenção de serviços essenciais (como saúde, educação e segurança pública) por muitos anos.
A matéria conclui que Wilson Lima caminha para se tornar o governador que mais comprometeu financeiramente o Amazonas, transferindo para futuras administrações a responsabilidade de pagar uma conta que se acumula sem o devido planejamento e transparência na aplicação dos recursos.