O prefeito de Manaus, David Almeida, voltou a defender com veemência o modelo econômico da Zona Franca de Manaus (ZFM) nesta terça-feira (11). Em publicação nas redes sociais, o gestor rebateu críticas recentes feitas ao polo industrial e ressaltou que a Zona Franca é um dos pilares que sustentam a economia, o meio ambiente e a soberania da Amazônia.
Com tom firme, Almeida afirmou que “quem vive na região é quem realmente preserva, produz e sustenta a floresta”. Ele destacou que muitos dos questionamentos partem de pessoas que desconhecem a realidade amazônica e o impacto positivo do modelo. “A crítica à Zona Franca de Manaus ignora o essencial: há mais de meio século, esse modelo permite que o Brasil produza preservando a floresta. Não é gasto, é investimento em soberania, inovação e desenvolvimento sustentável no coração da Amazônia”, escreveu o prefeito.
Na postagem, David Almeida também apresentou números que reforçam a relevância da ZFM. Segundo ele, o Polo Industrial de Manaus gera mais de 500 mil empregos diretos e indiretos, movimentando cerca de R$ 200 bilhões por ano. Além disso, o modelo contribui para manter aproximadamente 97% da floresta amazônica preservada — um feito que o gestor atribui à combinação entre política de incentivos e compromisso ambiental das empresas instaladas na região.
O prefeito ainda classificou a Zona Franca como um exemplo mundial de equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Para ele, os incentivos fiscais não devem ser vistos como perda de arrecadação, mas como um investimento estratégico que garante emprego, inovação e sustentabilidade.
A manifestação de Almeida ocorre em meio a novas discussões sobre o futuro da Zona Franca e possíveis mudanças nas regras de incentivos fiscais. Criada em 1967, a ZFM já enfrentou diversas tentativas de revisão e segue como tema central no debate sobre o desenvolvimento da Amazônia. Apesar das críticas de alguns setores que questionam sua eficácia econômica, o modelo é amplamente reconhecido, inclusive internacionalmente, por seu papel fundamental na proteção da floresta e na geração de renda sustentável para milhões de brasileiros.