Os 371.008 votos que a professora Maria do Carmo (PL) recebeu em Manaus no primeiro turno colocaram a candidata em posição de buscar algo que nunca aconteceu no Amazonas: a eleição de uma mulher para governadora. Na capital, ela teve 32,89% dos votos válidos e ficou à frente de Omar Aziz (PSD), que somou 354.664 votos (31,44%).
Os números de Manaus e do estado
| Candidato | Manaus | Amazonas (total) |
|---|---|---|
| Professora Maria do Carmo (PL) | 371.008 (32,89%) | 507.335 (24,49%) |
| Omar Aziz (PSD) | 354.664 (31,44%) | 841.846 (40,63%) |
A vantagem na capital contrasta com o resultado estadual, em que Omar Aziz terminou em primeiro, com 40,63%, enquanto Maria do Carmo alcançou 24,49%. Para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, a candidata do PL precisa manter a força em Manaus e reduzir a diferença nos municípios do interior. Os boletins por município estão disponíveis no portal do TSE.
A movimentação de apoios já começou. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis declararam apoio à candidata, enquanto Omar Aziz busca reforço entre prefeitos.
Gestão educacional como vitrine
Nascida em Manaus, Maria do Carmo é professora, empresária e reitora da Fametro há mais de 20 anos. A experiência à frente de uma das principais faculdades do Norte é a base do discurso de que é possível levar práticas de gestão da iniciativa privada para a administração pública.
Mãe de três filhos e avó de nove netos, ela defende a ampliação da presença feminina nos espaços de poder e se apresenta como opção de direita, com apoio do senador Flávio Bolsonaro.

O que ela propõe
| Área | O que Maria do Carmo propõe |
|---|---|
| Meio ambiente | Combate ao desmatamento e às queimadas, valorização econômica da floresta e adaptação a secas e cheias |
| Economia | Estímulo ao turismo e menos burocracia para abrir empresas |
| Infraestrutura | Modernização de portos e ampliação da infraestrutura de transporte |
| Educação | Fortalecimento do ensino técnico e profissionalizante |
Floresta em chamas exige resposta
O tema ambiental tende a pesar na campanha. Segundo o monitoramento de queimadas do Inpe, 2024 teve o maior número de focos de calor na Amazônia em 17 anos, como mostrou a Agência Brasil. O fogo está ligado à ação humana e foi potencializado pela seca, e prevenção e fiscalização são responsabilidade compartilhada entre União, estado e municípios.
Em 25 de outubro, o eleitor vai dizer se a liderança obtida em Manaus se transforma em vitória no estado e em um marco histórico para as mulheres amazonenses.
Fonte: CM7 Brasil