Eduardo Braga alerta para avanço do dinheiro ilegal das bets e cobra fiscalização do Banco Central

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) intensificou o tom contra a sonegação fiscal e o fluxo de dinheiro ilegal movimentado por casas de apostas e fintechs no Brasil. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o parlamentar defendeu uma atuação mais firme do Banco Central e das autoridades financeiras para coibir práticas de lavagem de dinheiro que, segundo ele, comprometem a economia e a justiça tributária do país.

Braga destacou que as chamadas “bets” ilegais seguem operando livremente devido à fragilidade da fiscalização sobre as movimentações financeiras. Ele afirmou que parte significativa desse dinheiro circula por meio de fintechs e até mesmo de contas mantidas em grandes bancos, sem controle efetivo do sistema monetário nacional. “Essas fintechs não são devidamente fiscalizadas porque falta estrutura ao Banco Central. Quando criamos instrumentos legais para combater os devedores contumazes, os grandes bancos se rebelam”, criticou.

O senador celebrou a recente aprovação, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, do projeto que endurece as penalidades contra devedores contumazes — pessoas físicas e jurídicas que, de forma deliberada, deixam de pagar impostos e utilizam brechas na legislação para ocultar recursos. Para ele, a medida é um avanço importante no enfrentamento à sonegação e à corrupção financeira.

“Não podemos compactuar com crimes que estão sendo cometidos contra a nação brasileira”, afirmou Braga, reforçando que o combate ao dinheiro sujo é essencial para fortalecer o Estado e promover justiça fiscal. Ele advertiu ainda que a omissão das instituições financeiras e regulatórias contribui para o crescimento da economia paralela, o que prejudica empresários e trabalhadores que cumprem suas obrigações.

Ao final de sua declaração, Braga fez um apelo direto ao Banco Central e à Câmara dos Deputados, pedindo empenho na fiscalização e aprovação de mecanismos legais mais rigorosos. Segundo o parlamentar, o país não pode permitir que o dinheiro oriundo de atividades ilícitas continue “circulando livremente” enquanto o Estado enfrenta dificuldades para arrecadar e investir em políticas públicas.

Com a aprovação do projeto na CAE, a proposta segue agora para votação no plenário do Senado, consolidando uma das principais bandeiras do mandato de Eduardo Braga: o combate à impunidade e ao uso criminoso do sistema financeiro brasileiro.

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