O Conselho Tutelar de Pauini vive desafios significativos que afetam diretamente o atendimento a crianças e adolescentes em condições vulneráveis. A falta de apoio e recursos essenciais do Poder Executivo Municipal tornou-se um obstáculo constante na execução de suas funções.
Dificuldades enfrentadas pelo Conselho Tutelar
Dentre as principais questões destacadas, a ausência de capacitação para os conselheiros desempenha um papel crucial na qualidade do serviço prestado. Desde 2024, muitos pedidos para participação em cursos e capacitações foram negados, dificultando o aprimoramento da equipe.
Além disso, a precariedade da estrutura física do Conselho Tutelar tem colocado em xeque o atendimento. O espaço atual não oferece condições adequadas para acolher adequadamente as crianças e adolescentes que necessitam de sigilo e proteção.
Estrutura e recursos insuficientes
Outro aspecto preocupante é a indisponibilidade do veículo oficial do órgão, que está fora de operação desde abril. Isso tem dificultado a realização de visitas domiciliares e as atividades externas essenciais para o funcionamento do Conselho Tutelar.
Os conselheiros também relatam que utilizar veículos particulares para o atendimento de ocorrências não é ideal, uma vez que a demanda é alta e as condições financeiras dos profissionais são limitadas. Apenas um conselheiro conseguiu participar de uma capacitação fora do município nos últimos anos, o que é alarmante considerando a importância dessas formações.
Aproximação com o Poder Executivo
A falta de diálogo com a gestão municipal é uma queixa recorrente. Muitas tentativas de reunião com o prefeito Raimundo Renato Afonso foram ignoradas, o que tem gerado um distanciamento ainda maior entre o Conselho Tutelar e o Executivo. Essa falta de comunicação é um fator que agrava a situação já crítica enfrentada pelo órgão.
Além da falta de respostas formais, as solicitações encaminhadas à administração municipal têm sido parcialmente atendidas ou completamente ignoradas. A recente proposta do Conselho de que a Prefeitura custeasse apenas as diárias de três conselheiros para um curso em Manaus foi mais uma vez recusada, mesmo com a colaboração sendo oferecida pelos próprios profissionais em relação às passagens.
A situação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) também é preocupante, já que o órgão está sem presidente e o fundo municipal destinado a políticas públicas para crianças e adolescentes não está em funcionamento. Dessa maneira, a carência de recursos e de uma liderança adequada no CMDCA complica ainda mais o cenário de vulnerabilidade enfocado.
Diante do exposto, é evidente que uma maior aproximação entre o Poder Executivo e o Conselho Tutelar é urgente e necessária. Os conselheiros pedem por medidas efetivas que garantam melhores condições de trabalho, permitindo, assim, um atendimento digno e efetivo para os jovens em situação de risco no município.