A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada entre os dias 8 e 9 de outubro, aponta uma melhora na avaliação do governo Lula, com aprovação e desaprovação empatadas pela primeira vez desde janeiro de 2025. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos e realizado com 2.004 entrevistados, mostra que o presidente mantém vantagem sobre todos os eventuais candidatos à eleição de 2026, com destaque para a ampliação da diferença sobre Tarcísio de Freitas, que passou de oito para 12 pontos percentuais.
Segundo os dados, 48% aprovam o governo, enquanto 49% desaprovam, com 3% sem opinião. Entre mulheres e católicos, Lula apresenta índices positivos: 52% das mulheres e 54% dos católicos aprovam a gestão. Entre os mais ricos, há empate técnico, com 45% de aprovação e 52% de desaprovação, a primeira vez desde agosto de 2023.
A recuperação na popularidade é atribuída a notícias positivas, vitórias políticas e medidas do governo, como a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que obteve 79% de apoio. Outros fatores incluem a PEC da Blindagem, discussões sobre anistia e a percepção de que o presidente agiu estrategicamente em temas domésticos e internacionais, incluindo a avaliação positiva de sua “química” com Donald Trump.
Apesar da melhora, desafios permanecem: 63% dos brasileiros acreditam que Lula não conseguiu cumprir suas promessas de campanha, 56% consideram que o país segue na direção errada e 47% avaliam que o presidente é bem-intencionado, enquanto outro 47% pensam o contrário.
Nos cenários eleitorais, Lula lidera todos os cenários de 1º e 2º turno. No segundo turno, apresenta vantagens de 9 a 23 pontos sobre os principais concorrentes, incluindo Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite. Entre os nomes mais rejeitados, destacam-se Eduardo Bolsonaro (68%), Jair Bolsonaro (63%), Michelle Bolsonaro (61%) e Ciro Gomes (60%).
A pesquisa reforça que, apesar do crescimento da aprovação, há parcela significativa de eleitores insatisfeitos com todos os candidatos, indicando um cenário de volatilidade e atenção necessária da oposição para as eleições de 2026.