Amazonas – A Associação dos Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (APPBMAM) definiu sua nova diretoria neste sábado (28), em uma votação que terminou com um gosto amargo para o vereador Sargento Salazar (PL-AM). Apesar de ter feito campanha aberta e pedido votos para a Chapa 2, liderada pelo Sargento Victor Castro, o parlamentar viu seus aliados serem derrotados nas urnas pela Chapa 1, encabeçada pelo Cabo Guthemberg de Oliveira.
O peso da derrota
A vitória da Chapa 1 foi interpretada pelos policiais militares do estado como uma resposta clara à tentativa de influência política dentro da associação. Salazar, que costuma exibir grande popularidade e “força” na internet, não conseguiu converter seus seguidores em votos reais dentro da própria categoria que representa.
A derrota levanta um questionamento sobre o real tamanho da influência do vereador entre os policiais e bombeiros: seria ele uma liderança de fato ou apenas um fenômeno das redes sociais?
“Não somos capachos”
O clima após a contagem dos votos foi de desabafo. Em vídeos que circulam em grupos de WhatsApp, militares comemoraram o resultado com críticas diretas ao vereador. O Sargento Washington, um dos membros da corporação, parabenizou o novo presidente eleito, Cabo Guthemberg, e disparou:
“Isso é para mostrar que a associação não é trampolim para políticos. Fica o aviso, somos policiais e não somos capachos. Salazar, tu não tem essa força toda na polícia, tua chapa perdeu, nós somos a maioria”, disse o militar.
O que isso significa?
Para especialistas políticos e para a própria tropa, o resultado das urnas revela um racha entre a imagem que o vereador tenta passar à população e a confiança que ele acredita ter entre seus colegas de farda. Enquanto parte do público civil o vê como uma voz ativa da segurança, os militares parecem preferir manter a associação focada em questões de classe, longe de interesses eleitorais.
Com a vitória da chapa 1, liderada por Guthemberg de Oliveira, a APPBMAM inicia um novo ciclo, enquanto Salazar terá que lidar com o desgaste de ter sua influência publicamente questionada pela base que o elegeu.
Veja vídeo: