Roberto Cidade promove evento na Aleam para mulheres especiais

Roberto Cidade promove evento na Aleam para mulheres especiais

O recente evento da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, se transformou em uma mostra de elitismo e favorecimento. O que deveria ser um tributo às lutadoras da sociedade foi rebaixado a uma comemoração familiar, onde a real contribuição das mulheres locais ficou totalmente eclipsada.

Homenagens questionáveis na Aleam

Na data em que se celebram as conquistas femininas, a Aleam decidiu entregar o Diploma Mulher Cidadã Amazonense 2026 a personalidades ligadas à família do presidente, deputado Roberto Cidade (UB). Sua mãe, Ângela Arruda Cidade, e sua esposa, Thaisa Coelho Cidade, receberam as honrarias. Essa escolha gerou um clamor por autenticidade, uma vez que as verdadeiras líderes comunitárias foram deixadas de lado em favor de homenagens a figuras públicas próximas ao parlamentar.

O feminismo vazio de Alessandra Campelo

A deputada Alessandra Campelo (Podemos), ao discursar sobre o protagonismo feminino, contradiz sua postura ao homenagear mulheres que, muitas vezes, são apenas esposas de políticos. A Comissão da Mulher, da Família e da Pessoa Idosa, presidida por Campelo, decidiu agraciar figuras como as primeiras-damas de municípios sem considerar critérios que realmente ressaltariam a relevância social das homenageadas. Essa prática evidencia um feminismo de conveniência, que apaga os esforços de quem realmente luta por direitos.

Descaso com as verdadeiras vítimas

No contexto de violência doméstica alarmante no Amazonas, a Aleam falhou em reconhecer as verdadeiras heroínas: as mulheres que sobrevivem a feminicídios e abusos. O evento foi tomado por altos executivos e empresárias, enquanto a voz da mulher comum, que enfrenta diuturnamente os desafios sociais e econômicos, foi silenciada. A falta de homenagem a estas mulheres traz à tona o verdadeiro milagre das situações que elas enfrentam, pois o Estado parece ignorar sua luta constante.

Assim, o Diploma Mulher Cidadã de 2026 se transforma em mais uma farsa elitista, enquanto a igualdade de gênero se torna apenas um discurso vazio. As esperanças de um verdadeiro reconhecimento às mulheres amazonenses seguem negligenciadas, perpetuando a desigualdade e mantendo o status quo, favorável a poucos, em detrimento da maioria.

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