Brasil – Em mais um capítulo das denúncias feitas na CPMI do INSS, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apontou novos nomes ligados a instituições religiosas investigadas e citou a Assembleia de Deus do Amazonas, associada a familiares do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM). A parlamentar reforçou que não se trata de ataque à fé, mas do cumprimento do dever constitucional do Congresso de investigar o destino de recursos públicos. O tema ganhou repercussão após Damares divulgar uma lista com nomes de igrejas e pastores citados ao longo dos trabalhos da comissão. Segundo a senadora, a CPMI tem sofrido pressões e tentativas de interferência desde que as investigações passaram a alcançar “grandes igrejas” e “grandes líderes religiosos”. Entre as instituições mencionadas está a Assembleia de Deus do Amazonas, além da Fundação Boas Novas, presidida por um irmão de Silas Câmara. As duas aparecem associadas a movimentações financeiras investigadas pela comissão. Procurado, o deputado afirmou que a igreja já prestou os esclarecimentos solicitados e que, por isso, não há requerimentos em curso contra ela neste momento. Mesmo diante das críticas, Damares manteve o discurso de firmeza. Em entrevista, respondeu às declarações do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que a chamou de “linguaruda” por citar religiosos sem, segundo ele, apresentar provas públicas. A senadora afirmou que não submete sua atuação parlamentar a lideranças religiosas e rebateu diretamente o pastor. Disse que Malafaia “devia orar” e reforçou que há, sim, menções documentais à Assembleia de Deus do Amazonas nos autos da CPMI, ainda em análise técnica pela comissão. A reação de Malafaia foi imediata. O pastor acusou Damares de mentir e a desafiou a apresentar provas de envolvimento de “grandes igrejas” no esquema, além de apontar quem estaria, segundo ela, fazendo lobby para impedir as investigações.