O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), está entre os integrantes da Esplanada dos Ministérios que podem deixar o cargo para disputar as eleições de 2026, conforme as regras de desincompatibilização eleitoral.
A estratégia da esquerda para o próximo pleito, que tem como eixo central a tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passa também pelo aumento da representação no Congresso Nacional. Atualmente, tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal possuem maioria de parlamentares alinhados à direita.
Nesse cenário, Alckmin é considerado um nome relevante dentro das articulações políticas. O Partido dos Trabalhadores defende sua candidatura ao Senado por São Paulo. Já o PSB e o próprio vice-presidente avaliam que sua permanência no cargo de vice é estratégica, mantendo sua atuação no governo federal.
No Amazonas, lideranças políticas e setores ligados à indústria acompanham com atenção esse debate. Há avaliação positiva sobre a atuação de Alckmin à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pasta responsável pela política de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM).
Desde que assumiu o ministério, Alckmin promoveu uma condução considerada mais estável em relação ao modelo da ZFM. O Polo Industrial de Manaus, após um período de incertezas durante a gestão anterior, apresentou crescimento e passou a atrair novos investimentos, reforçando a importância da manutenção das políticas de incentivo para a economia regional.