Lula celebra “química” com Trump na ONU e prevê encontro para discutir comércio e guerra na Ucrânia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (24) que o encontro com Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU, mostrou que “aquilo que parecia impossível deixou de ser impossível” e que “pintou uma química mesmo” entre os dois líderes.

“Fiquei feliz quando ele disse que pintou uma química boa entre nós. Como eu acho que a relação humana é 80% química e 20% emoção, é muito importante essa relação. Torço para que dê certo, porque Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias do continente”, disse Lula em entrevista coletiva na ONU, antes de retornar ao Brasil.

Trump, em discurso no plenário da organização, afirmou que a interação foi positiva e que pretende se reunir com Lula na próxima semana, possivelmente por videoconferência, para discutir as retaliações que os EUA aplicam ao Brasil, incluindo a sobretaxa de 50% a produtos brasileiros anunciada em julho.

“Estendi a mão para ele, cumprimentei, disse que temos muito a conversar. Não tem limite e não tem veto de assunto. Mas tem que ter uma conversa. Tenho muita coisa para conversar e dois chefes de Estado precisam conversar com base em informações verdadeiras. Na hora que a gente tiver um encontro, acho que isso estará resolvido”, afirmou Lula.

O presidente brasileiro destacou que Brasil e EUA compartilham interesses comerciais e empresariais, incluindo economia digital e inteligência artificial, e defendeu que não há razão para os dois países viverem em conflito.

Trump também elogiou Lula, dizendo que “pareceu um cara muito agradável” e que os dois tiveram “39 segundos de ótima química”. Fontes do governo brasileiro confirmaram que a reunião deve ocorrer na próxima semana.

Lula ainda comentou sobre a PEC da Blindagem, aprovada na Câmara, rejeitada pelo Senado e que amplia proteção de parlamentares na Justiça. Segundo ele, a proposta foi “desnecessária e provocativa” e teve “o destino que merecia”.

Além disso, o presidente comentou sobre a guerra na Ucrânia. Segundo Lula, o presidente ucraniano Volodymir Zelensky pareceu mais disposto a dialogar do que em encontros anteriores, e ele pretende discutir o conflito com Trump, ressaltando que, como ambos têm relações com Putin, podem buscar uma solução diplomática inesperada.

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