Lobby da J&F nos EUA fortaleceu aproximação entre Trump e Lula, com níquel como elo simbólico

A chamada “química” entre Donald Trump e Lula não surgiu apenas por simpatia instantânea, como o presidente americano sugeriu na ONU. O encontro político também foi resultado de um trabalho estratégico de lobby realizado por empresários brasileiros com negócios milionários nos Estados Unidos, em especial os irmãos Wesley e Joesley Batista, segundo fontes políticas e do mercado consultadas pelo blog.

O grupo J&F, com forte presença nos EUA — cerca de 75 mil funcionários no país e 180 mil no Brasil —, atua em setores como frango, carne bovina, suínos e produtos processados, incluindo salsichas e salames. Esse porte garantiu que os executivos tivessem acesso direto a autoridades do Departamento de Estado e do Departamento de Comércio, mesmo diante de barreiras que inicialmente dificultariam a comunicação.

Nos últimos encontros, Joesley Batista chegou a se reunir com Donald Trump na Casa Branca, três semanas atrás, conforme antecipado pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmado pelo blog, que ainda aguarda posicionamento oficial da Casa Branca sobre a reunião.

Durante as conversas, o chamado “tarifaço” foi pauta central. Os representantes da J&F detalharam os impactos que essas tarifas poderiam gerar para os consumidores americanos, especialmente sobre produtos populares entre as classes mais baixas, como hambúrgueres, recheios de tacos e almôndegas.

Curiosamente, a aproximação entre Lula e Trump ganhou uma simbologia peculiar: o níquel, elemento químico de número 28 na tabela periódica, foi citado como metáfora para a ligação entre os dois líderes, destacando a natureza estratégica e simbólica dessa interação política.

Rolar para cima