Tarcísio cobra reorganização política nacional e diz que São Paulo dá exemplo de institucionalidade entre os Poderes

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o Brasil enfrenta dificuldades estruturais por falta de liderança capaz de organizar a política nacional. Segundo ele, sem alinhamento político e institucional entre os Poderes, o país não conseguirá avançar na solução de seus principais problemas econômicos e sociais.

 

A declaração foi feita durante um evento realizado na capital paulista, no qual o governador destacou a relação de cooperação entre o Palácio dos Bandeirantes e a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Para Tarcísio, o modelo adotado no estado deveria servir de referência para o restante do país, sobretudo em um momento de tensão frequente entre Executivo, Legislativo e Judiciário no cenário nacional.

 

De acordo com o governador, São Paulo tem conseguido avançar na aprovação de projetos e na implementação de políticas públicas justamente por manter uma atuação harmônica entre os Poderes. Ele ressaltou que, no estado, não há disputas institucionais que travem decisões estratégicas, mas sim um esforço conjunto voltado ao interesse da população.

 

Tarcísio afirmou que o conceito de institucionalidade tem sido deixado de lado em outras esferas da política brasileira. Na sua avaliação, conflitos constantes e disputas de protagonismo enfraquecem a capacidade do Estado de responder aos desafios do país, especialmente em áreas sensíveis como economia, infraestrutura e serviços públicos.

 

Durante o discurso, o governador também fez um alerta sobre a situação fiscal do Brasil. Segundo ele, a crise fiscal tende a se agravar caso não haja coordenação política suficiente para enfrentar os problemas estruturais das contas públicas. Para Tarcísio, a distância entre os Poderes dificulta a construção de soluções duradouras e compromete a governabilidade.

 

Ao mencionar o cenário nacional, o governador questionou como um país com instabilidade política recorrente conseguirá enfrentar suas “mazelas”, destacando que reformas e medidas impopulares exigem diálogo, previsibilidade e liderança. Na visão dele, a ausência desses elementos aumenta o risco de agravamento da crise econômica.

 

A fala reforça o posicionamento de Tarcísio como defensor de um modelo de gestão baseado em articulação política e cooperação institucional, discurso que tem ganhado espaço no debate público em meio às discussões sobre governabilidade e eleições futuras. Ao apresentar São Paulo como exemplo, o governador sinaliza que acredita na política como instrumento central para reorganizar o país e viabilizar avanços concretos.

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