Fausto Jr. retira apoio à PEC da Reforma Administrativa e pede amadurecimento do texto antes da votação

O deputado federal Fausto Jr. (União Brasil–AM) anunciou, nesta terça-feira (9), que retirou oficialmente seu apoio ao atual texto da PEC da Reforma Administrativa, alinhando-se à decisão das lideranças do União Brasil e do Progressistas (PP). A manifestação foi formalizada por meio de requerimento protocolado na Câmara, reforçando a avaliação de que a proposta ainda não atingiu o nível de maturidade necessário para ser submetida ao plenário.

 

Segundo o parlamentar, a complexidade da reforma e seu potencial de transformação profunda no funcionamento do Estado brasileiro exigem um debate mais amplo e detalhado. Fausto Jr. argumenta que qualquer alteração estrutural no serviço público deve ser conduzida com cautela, garantindo segurança jurídica, previsibilidade institucional e responsabilidade fiscal. “Não podemos votar algo que traga impactos profundos sem segurança jurídica e responsabilidade com o país”, destacou.

 

O deputado ressaltou que a posição do União Brasil e do PP não representa oposição à necessidade de modernizar o serviço público, mas sim uma defesa de ajustes indispensáveis para que a reforma cumpra seu papel de maneira efetiva e equilibrada. As lideranças partidárias apontam que o texto atual ainda carece de maior clareza em pontos que podem afetar carreiras, estabilidade, concursos públicos e a relação entre servidores e administração.

 

Para Fausto Jr., o objetivo central é garantir que a Reforma Administrativa contribua para um Estado mais eficiente e moderno, sem abrir brechas que possam gerar insegurança institucional ou prejuízos diretos à população. Ele reforça que qualquer mudança deve preservar direitos, promover melhorias na prestação de serviços e evitar retrocessos em áreas essenciais. “Seguimos dialogando para construir a melhor solução para o Brasil”, afirmou.

 

O parlamentar segue envolvido nas articulações e negociações com lideranças partidárias, especialistas e representantes de diversas categorias do setor público. Seu posicionamento, segundo ele, reflete um compromisso com um texto que seja mais transparente, equilibrado e tecnicamente consistente.

 

Com a retirada de apoio de parlamentares estratégicos, a votação da PEC deve enfrentar novas dificuldades no Congresso. A mobilização de bancadas para ajustes e renegociações tende a intensificar os debates nas próximas semanas, prolongando o tempo de maturação da proposta antes que ela retorne ao plenário.

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