Lula intensifica ofensiva nacional contra violência doméstica e diz que agressor “não precisa” votar nele

Em visita ao Ceará nesta quarta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a endurecer o discurso contra a violência doméstica e afirmou que, nas eleições de 2026, “quem bate em mulher não precisa votar no Lula”. A declaração foi feita durante a cerimônia de entrega da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) e de equipamentos do Programa Mais Professores, momento em que o presidente reforçou que pretende assumir um papel ativo e permanente nessa pauta.

Lula destacou que sua fala não é isolada e que já havia abordado o tema no dia anterior, em Pernambuco, após um pedido da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, para que ele assumisse uma postura ainda mais firme diante do aumento dos casos recentes de violência contra mulheres no país. Segundo o presidente, a sociedade não pode tratar agressões como um comportamento “normal”, e cabe aos homens se posicionarem abertamente contra esse tipo de prática.

“Quero olhar na cara dos companheiros e dizer que o vagabundo que bate em mulher não precisa votar em mim”, afirmou, ressaltando que, a partir de agora, pretende atuar como um “soldado” dessa causa. Lula ainda reforçou que pretende liderar um movimento nacional, envolvendo todos os poderes, para enfrentar a violência de gênero de forma mais ampla e coordenada.

Mais cedo, em entrevista à TV Verdes Mares, afiliada da TV Globo no Ceará, o presidente já havia antecipado que planeja uma campanha de alcance nacional para conscientização e combate às agressões contra mulheres. Durante o evento no Ceará, além das declarações, Lula também autorizou obras para a instalação do ITA Ceará e celebrou a entrega da CNDB, documento oficial destinado a docentes de todo o país.

A Carteira Nacional Docente, válida por dez anos, reúne informações pessoais e institucionais dos professores e é disponibilizada também em formato digital após validação na plataforma Mais Professores. O programa inclui ainda uma série de benefícios voltados à valorização dos profissionais da educação, como descontos culturais, benefícios em hospedagens, cartões com condições diferenciadas, suporte tecnológico — como o vale-computador — e cursos específicos para formação continuada.

Ao final do discurso, Lula reforçou que a luta contra a violência doméstica será uma prioridade pessoal e de governo, sublinhando que atitudes agressivas não correspondem a um padrão aceitável de convivência humana. “Isso não é inteligência, é maldade”, concluiu, defendendo que homens de todo o país assumam o compromisso de enfrentar esse tipo de comportamento.

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