Uma agência internacional de notícias revelou que o empresário Joesley Batista, um dos controladores do grupo J&F, realizou uma viagem reservada à Venezuela com o objetivo de negociar diretamente a possível renúncia do presidente Nicolás Maduro. Segundo as informações divulgadas, o encontro teria ocorrido em meio a uma articulação política e diplomática que envolve interlocutores de diversos países latino-americanos, interessados em uma saída pacífica para a crise política e econômica que há anos assola o país.
A viagem, tratada com alto nível de sigilo, teria acontecido após uma série de conversas preliminares entre representantes do empresário e membros do círculo próximo ao governo venezuelano. As fontes afirmam que Joesley buscava abrir um canal de diálogo alternativo, capaz de facilitar um acordo de transição que incluísse garantias para Maduro e seus aliados, além de uma possível anistia negociada.
A iniciativa, conforme relatado, não teria sido conduzida em nome do governo brasileiro, mas com aval de interlocutores que veem Joesley como um ator com influência suficiente para intermediar interesses delicados. A estratégia envolveria mostrar ao regime venezuelano possíveis vantagens políticas, econômicas e diplomáticas em abdicar do poder de forma ordenada, evitando agravamento da instabilidade interna e repercussões internacionais ainda mais severas.
Segundo a agência, o empresário teria participado de reuniões com figuras importantes do governo de Caracas, incluindo conselheiros próximos ao presidente e oficiais de alto comando. Ainda não há confirmação oficial sobre o teor das conversas, mas a especulação é de que o objetivo seria pavimentar uma transição que evitasse confrontos diretos com grupos militares ou facções internas do chavismo, historicamente resistentes a qualquer tipo de negociação que implique renúncia.
A informação surge em um momento de grande tensão política na Venezuela, marcada por denúncias de violações de direitos humanos, escassez econômica crônica, crise migratória e isolamento diplomático. Essa movimentação, caso confirmada, representa uma tentativa inédita de intervenção de bastidores da iniciativa privada latino-americana para influenciar diretamente o futuro político do país.
Apesar da repercussão, nem Joesley Batista nem representantes oficiais de Nicolás Maduro emitiram declarações públicas até o momento. A ausência de confirmação alimenta ainda mais o mistério e reforça o caráter sensível das negociações mencionadas pela agência.
A expectativa agora recai sobre como governos da região, especialmente Brasil, Colômbia e Estados Unidos, reagirão à suposta participação do empresário em uma articulação dessa magnitude. Analistas consideram que, se verdadeira, a ação pode indicar uma reconfiguração de alianças e interesses estratégicos no continente, além de sugerir que grupos econômicos estão buscando influenciar saídas políticas para evitar desdobramentos mais drásticos na crise venezuelana.